Venda de importados cai 9,6% no semestre
Durante o primeiro semestre do ano foram vendidos 16.219 veículos
Autos Carros|Do R7 e Marcos Camargo Jr.
Os dados do segmento de veículos importados apontam que durante o primeiro semestre do ano foram vendidas 16.219 unidades, queda de 9,6% em relação ao mesmo período de 2018. Os dados foram divulgados esta manhã pela Abeifa - Associação Brasileira das Empresas Importadoras e Fabricantes de Veículos Automotores.

Com dólar instável mas com viés de alta, as empresarias falam que é difícil prever investimentos no momento para o país. “Eu não começaria um negócio hoje, por todo o cenário instável que existe”, disse José Luiz Gandini, presidente da entidade.

No mês de junho as empresas associadas à Abeifa venderam 2.679 veículos, queda de 13,4% em relação ao mês de maio. Em relação a junho do ano passado a queda chegou a 11,1%.

Com isso a associação reduziu a previsão de vendas de 50 mil para 40 mil veículos importados neste ano, corte de 20% em relação a expectativa divulgada no início do ano.

Para Gandini, o acordo de Livre Comércio assinado no final de semana entre o Mercosul e a União Europeia é positivo. Apesar disso detalhes do acordo ainda não estão claros. O foco, segundo Gandini, está na expansão do mercado interno por enquanto já que os reflexos do acordo bilateral será sentido dentro de alguns anos.
Fabricantes cresceram
No universos de empresas associadas à Abeifa com fábrica no país, a produção de veículos cresceu 44,1% no semestre em relação ao mesmo período do ano passado. Foram produzidos 14.527 veículos com destaque para as marcas Caoa-Chery, BMW, Land Rover e Suzuki.
A Caoa-Chery vem experimentando um momento de crescimento com expansão da produção e do número de concessionárias, o que foi destacado por Gandini. No mês passado a marca vendeu 1.608 veículos no país .
Futuro
Com a redução das projeções, Gandini afirma que a instabilidade da economia prejudica os futuros investimentos. Até mesmo o dólar não tem mostrado um comportamento estável. “A gente está trabalhado com projeção [do dolar] a 3,80 mas não acredito que vá a 3,50 ou 4,50, é só uma projeção mesmo”, estima o executivo.
Gandini destacou que o governo Bolsonaro trabalha para reduzir alíquotas de importação, não só por conta do acordo com a União Europeia mas com todos os mercados, em um função de visão mais liberal. “Bolsonaro quer chegar ao final do mandato com uma alíquota de importação perto de 20% que é o mínimo acordado para o Mercosul” disse.















