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Lições da maternidade e da decisão de não ser mãe para a liderança

Essas ações trazem novas potencialidades que podem ser exploradas pelo mercado de trabalho

Chá de Ideias|Do R7

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Chá de Ideias desta semana é o chá verde. Com L-teanina e cafeína, ele melhora a concentração e gera um estado de alerta calmo, sem nervosismo.

Vou fazer hoje o vínculo das fases da maternidade, inclusive a decisão de não ser mãe, com a liderança.

O exercício da maternidade traz habilidades muito úteis para a liderança. Eu vou começar falando de quando a mulher se torna mãe, quando nasce um bebê. E eu posso dizer, por experiência própria, que os melhores gestores são aqueles que lidam bem com os fatores controláveis, mas melhor ainda com os fatores incontroláveis. E não há nada mais incontrolável do que um bebê.

Depois vem a infância. Qual a relação da infância com a liderança? Quando a criança começa a compreender, a ter alguma autonomia, é possível começar a dar atividades a ela, atribuições, responsabilidades.

Isso é uma característica típica da liderança: saber diagnosticar o seu time e dar a ele as ações, as atribuições, as competências, as responsabilidades que ele tem condições de arcar.

E aí chega a adolescência. E, gente, a adolescência é para os fortes. Nos ensina que, muitas vezes, nós somos questionados. E, como líderes, não podemos perder a paciência.

Muito bem, passou a adolescência e aí chega a fase adulta, talvez essa última fase dessa maturidade convivendo no mesmo tempo. E os filhos ficam adultos e vem a fase do ninho vazio. O filho sai de casa, passa a ter sua vida própria, a mãe precisa se reorganizar, assim como o líder, que também vai precisar se reorganizar quando há uma grande alteração na equipe.

Mas aí você vai pensar: nem toda mulher deseja ser mãe. Isso mostra um atributo importante na liderança, que é decidir, às vezes, em desacordo com o status quo, com a maioria, que é ter coragem de atitudes que podem desagradar os outros, mas de que ela está convencida de que é o melhor para si, para a sua equipe, para a família, para a organização.

Mas há também mulheres que ainda não são mães, mas que não decidiram ainda se querem ou não esse papel. Um líder precisa tomar o tempo dele para colher as melhores informações disponíveis para depois tomar uma decisão. Não se deve deixar pressionar pela sociedade, pelo mercado, pelo tempo dos outros.

Resumo da ópera para o nosso chá não esfriar. A decisão da maternidade e da não maternidade, ambas trabalham com elementos muito úteis e necessários a uma boa liderança. Então, ao contrário do que o mercado ainda pensa e, às vezes, faz ao não valorizar as habilidades da maternidade, ela traz, sim, benefícios no exercício da liderança e para a organização.

Muito obrigada por estar comigo em mais um chá de ideias e nos vemos na próxima semana. 


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Ilana Trombka é diretora-geral do Senado Federal desde 2015. Mestre em Comunicação Social e graduada em Relações Públicas pela Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (PUCRS), também tem especialização em Direito Legislativo pela Universidade Federal do Mato Grosso do Sul (UFMS). Ainda é doutora em Administração de Empresas pela EAESP-FGV. Foi finalista do Prêmio Viva 2018 e vencedora de duas edições do Prêmio Opinião Pública (POP).

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