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Teto de vidro e abelha-rainha: conheça as teorias que impactam a carreira das mulheres

É muito importante conhecer um pouco das teorias para localizar os nossos sentimentos e os obstáculos que se enfrentam no decorrer da carreira

Chá de Ideias|Do R7

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Chá de Ideias desta semana é o chá de laranja, que pode ser feito de duas maneiras. Da casca da laranja, que serve para fortalecer a imunidade, melhorar a digestão e combater a retenção de líquidos. E das folhas de laranja, mais utilizado pelo seu efeito leve e calmante.

Mas, como você vê, a laranja tem muitas utilidades. E por que eu trouxe essa questão das várias formas de utilizar alguma coisa? Porque hoje eu vou falar de algumas teorias.

Conhecê-las, além de útil, pode explicar várias questões sobre o que as mulheres no mercado de trabalho sentem.

Eu separei quatro teorias conhecidas que explicam as dificuldades que a mulher enfrenta para subir na carreira.
A primeira delas é a teoria do teto de vidro. Essa é uma teoria muito conhecida, já muito debatida. Ela é do final dos anos 70 e diz que há um limite de progressão funcional para as mulheres, que chegam a um determinado ponto, em determinado momento, e batem num teto, que é um teto invisível, um teto de vidro, que dificulta que elas continuem ascendendo e ocupando postos.

Essa teoria acabou sendo modernizada anos depois, exatamente em 2007, quando foi escrita a teoria dos labirintos da liderança. A ideia é ir além do teto de vidro, porque ela demonstra que não é apenas num momento da carreira que a ascensão profissional das mulheres estagna, sofre um retardo, mas que, durante toda a trajetória profissional, as mulheres têm mais dificuldades que os homens.

Bom, nós temos que falar também aqui da síndrome da impostora. Essa é uma síndrome, é uma desordem psicológica que, apesar de não ser classificada pela OMS, é bastante estudada. Ela afeta principalmente as mulheres e é caracterizada por pensamentos que reforçam a perda de confiança em si e a sensação de que o sucesso atingido não foi merecido.

E, por fim, a última teoria que eu vou comentar aqui, ela é bem atual e é a teoria da abelha-rainha. Essa teoria indica que as mulheres ocupantes de cargos de gestão ou de prestígio em organizações dominadas por homens acabam se distanciando de outras mulheres e expressando comportamentos estereotipadamente masculinos.

Resumo da ópera, para o nosso chá não esfriar. É muito importante conhecer um pouco das teorias para localizar os nossos sentimentos e os obstáculos que se enfrentam no decorrer da carreira.

Se você viu que existem teorias para explicar, mas especialmente para que nós possamos aprender a responder a essas questões e não nos sintamos impostoras, valorizarmos os nossos trabalhos e os nossos méritos e, especialmente, nos comportarmos de forma diferente das abelhas-rainhas, deixando que esse negócio de abelha-rainha só sirva mesmo para dentro da colmeia e aqui fora, apoiando as mulheres que vêm depois de nós e que estão subindo na carreira, dando as mãos a elas.

E esse foi mais um dos nossos Chá de Ideias, dessa vez tratando de um tema muito relevante em relação à liderança feminina.

Essa liderança tem que ser cada vez mais plural, cada vez mais diversa e cada vez mais comum. Eu sou Ilana Tronca e te encontro na próxima segunda-feira em mais um Chá de Ideias. 


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Ilana Trombka é diretora-geral do Senado Federal desde 2015. Mestre em Comunicação Social e graduada em Relações Públicas pela Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (PUCRS), também tem especialização em Direito Legislativo pela Universidade Federal do Mato Grosso do Sul (UFMS). Ainda é doutora em Administração de Empresas pela EAESP-FGV. Foi finalista do Prêmio Viva 2018 e vencedora de duas edições do Prêmio Opinião Pública (POP).

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