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Rosa Weber tentará transição suave em gestão de só 13 meses no STF

Ministra enfrentará desafio de preservar estabilidade institucional em período de incertezas. E entregará cargo a Roberto Barroso, após aposentadoria compulsória 

Christina Lemos|Do R7

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Rosa Weber no STF: embates eleitorais ficarão no TSE, comandado por Alexandre de Moraes
Rosa Weber no STF: embates eleitorais ficarão no TSE, comandado por Alexandre de Moraes

A ministra Rosa Weber, que assume hoje o comando da mais alta corte de Justiça do país, terá no cargo de presidente do Supremo Tribunal Federal cerca da metade do tempo fixado pelo regimento, que é de dois anos. A magistrada se aposenta compulsoriamente ao completar 75 anos em outubro do ano que vem. A breve passagem pelo posto caracteriza um mandato de transição, que, pelas regras internas, será entregue ao próximo ministro mais antigo da Corte que ainda não exerceu a função, Luís Roberto Barroso.

A expectativa em torno do desempenho de Weber no comando do STF é de austeridade na atitude, moderação na comunicação e, principalmente, abordagem estritamente técnica aos temas a serem julgados. A ministra é conhecida por ser avessa à exposição pública e à flexibilização política de posições. “Ela não participa de panelinhas”, diz magistrado que conviveu com Weber, que não mantém relações próximas com políticos ou parlamentares. 

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Não por acaso, algumas decisões da ministra causaram sobressalto, principalmente no Executivo, e até à Procuradoria Geral da República, com interpretações técnicas da Constituição. Desta vez, a postura esperada de Weber é de cautela, com o adiamento de temas polêmicos não só durante o período eleitoral, como esforço para garantir a estabilidade nas relações institucionais, como também durante a própria transição de governo. A cerimônia de posse já imprime seu estilo: sem coquetel nem comemoração, convidados indicados e comunicados pelo cerimonial, menos de duas horas de duração.

Weber deve trabalhar para que temas eleitorais sejam tratados exclusivamente pelo TSE, sob o comando do colega Alexandre de Moraes, e evitar julgamentos que envolvam disputa com o Legislativo ou forte clamor público, como a ação do PSOL que pede a descriminalização do aborto nos primeiros três meses de gestação.

Os textos aqui publicados não refletem necessariamente a opinião do Grupo Record.

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