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Quando a crítica se torna abuso? Entenda as relações entre síndicos e moradores

Criticar a gestão é direito do morador, mas transformar a vida do síndico em um inferno é outra história

Dr. Piterson Gomes|Dr. Piterson GomesOpens in new window

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • Ser síndico envolve lidar com reclamações e questionamentos, mas não inclui aceitar perseguições pessoais.
  • Perseguições podem incluir vigilância, acusações infundadas e intimidações, podendo resultar em consequências legais.
  • É crucial que o síndico documente evidências de perseguição para possíveis ações legais.
  • Respeito é essencial na convivência condominial, e perseguições não devem ocorrer de nenhum lado.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

Ser síndico significa ouvir reclamações, responder questionamentos e até enfrentar moradores insatisfeitos. Isso faz parte da função. O que não faz parte do cargo é aceitar perseguição pessoal como se viesse junto com a eleição.

O problema começa quando um morador ultrapassa a crítica e passa a perseguir o síndico de maneira insistente: manda mensagens o tempo inteiro, vigia sua rotina, cria acusações, espalha histórias, provoca discussões e até aciona repetidamente a polícia ou outros órgãos sem fundamento, apenas para constranger ou intimidar.

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Dependendo da frequência e da gravidade, essas atitudes podem ultrapassar a esfera condominial e gerar responsabilidade civil e criminal. Perseguição reiterada pode, em determinadas circunstâncias, caracterizar stalking, enquanto acusações falsas, ameaças e ofensas também podem trazer outras consequências jurídicas.

E aqui existe uma palavra fundamental: prova. O síndico deve guardar mensagens, prints completos, áudios, vídeos, e-mails, atas, notificações e boletins de ocorrência.

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Também é importante identificar testemunhas e organizar uma linha do tempo mostrando a repetição das condutas. Afinal, um episódio isolado conta uma história; vinte episódios documentados contam outra completamente diferente.

Mas atenção: isso também vale para o outro lado. Síndico não pode utilizar o cargo para perseguir morador, aplicar multas seletivamente, vigiar determinada unidade ou criar dificuldades pessoais. Condomínio não pode ter perseguição contra ninguém.

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No fim das contas, crítica faz parte da democracia condominial. Perseguição, intimidação e acusação falsa, não. Ninguém precisa gostar do síndico — assim como o síndico não precisa ser amigo de todos —, mas o respeito precisa continuar existindo.

E no seu condomínio, a cobrança ainda está dentro dos limites... ou alguém já transformou uma divergência de gestão em uma verdadeira perseguição pessoal?

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