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O que fazer quando a construtora controla a gestão do prédio recém-entregue

Construtora pode indicar profissionais no início da vida do condomínio; o problema começa quando ela não larga a gestão

Dr. Piterson Gomes|Dr. Piterson GomesOpens in new window

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • Construtoras frequentemente indicam administradoras e síndicos para novos condomínios, o que é comum e não irregular.
  • Problemas surgem quando moradores percebem que decisões são controladas pela construtora, gerando desconfiança.
  • A escolha do síndico deve ser feita pela assembleia de condôminos, garantindo independência e transparência na gestão.
  • Moradores devem buscar esclarecimentos e convocar assembleias se houver falta de transparência ou favorecimento à construtora.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

Quando um condomínio é recém-entregue, é bastante comum que a construtora apresente uma administradora, sugira um síndico profissional ou indique empresas para auxiliar na organização dos primeiros meses de funcionamento. Até aí, não existe nenhuma irregularidade.

O problema aparece quando os moradores começam a ter a sensação de que todas as decisões passam pelas mesmas pessoas e que ninguém consegue contrariar os interesses da construtora. Aí, naturalmente, começam as desconfianças.


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É importante lembrar que quem escolhe o síndico é a assembleia de condôminos. A construtora pode indicar nomes, fazer sugestões e até apresentar profissionais de sua confiança, mas não pode impor um síndico definitivo como se o condomínio ainda fosse administrado por ela.

Da mesma forma, não existe proibição para que a administradora ou o presidente da assembleia tenham algum vínculo anterior com a construtora. O que realmente importa é a forma como essas pessoas conduzem a gestão. Se existem independência, transparência e respeito aos interesses dos moradores, a relação, por si só, não configura irregularidade.


Agora, se começam a surgir dificuldades para acessar documentos, demora na prestação de contas, proteção excessiva da construtora, resistência em discutir problemas construtivos ou decisões que sempre favorecem a incorporadora, é natural que os moradores queiram respostas.

Nessas situações, o caminho não é espalhar boatos pelo grupo do WhatsApp. O correto é solicitar esclarecimentos, pedir acesso às informações e, se necessário, convocar uma assembleia para discutir a gestão e avaliar se ela está realmente atendendo aos interesses do condomínio.


No fim das contas, confiança é importante, mas condomínio não funciona na base do “acredita em mim”. Quem administra patrimônio alheio precisa agir com total transparência. Porque, quando tudo parece girar em torno da construtora, o mínimo que os moradores têm o direito de pedir é explicação.

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Os textos aqui publicados não refletem necessariamente a opinião do Grupo Record.

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