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Zelador pode pintar a calçada do condomínio? Calma... não é tão simples assim

Muita gente acha que o zelador pode fazer de tudo um pouco. O problema é quando o ‘um pouco’ vira uma manutenção inteira

Dr. Piterson Gomes|Dr. Piterson GomesOpens in new window

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Vamos ser sinceros: em muitos condomínios, o zelador acaba virando uma espécie de super-herói. Troca lâmpada, organiza encomenda, acompanha prestador, resolve pequenos problemas e ainda conhece a vida de metade dos moradores.

Por isso, não há problema algum se ele fizer pequenos serviços de manutenção, como uma pintura simples na guia da calçada, um retoque aqui ou ali ou algum trabalho básico de conservação das áreas comuns.


O perigo começa quando alguém olha para o zelador e pensa: “Já que ele está aí, manda pintar tudo, subir no telhado, trocar a fiação, mexer na bomba, podar árvore e reformar a fachada”.

Aí a conversa muda completamente.


Nem toda atividade faz parte da função do zelador. Dependendo do serviço, podem existir riscos, necessidade de treinamento específico, equipamentos de segurança e até exigências técnicas que o condomínio não pode simplesmente ignorar.

E sabe o que normalmente acontece? O condomínio economiza alguns reais hoje e depois descobre que a economia saiu caríssima quando aparece um acidente de trabalho, uma reclamação trabalhista ou um processo por desvio de função.


No condomínio existe uma frase que costuma se repetir bastante: “vamos aproveitar que o zelador faz”. O problema é que, às vezes, ele faz... até o dia em que dá problema.

No fim, a pergunta é simples: o zelador pode ajudar na manutenção? Claro que pode. Mas transformar o profissional em eletricista, pintor, encanador, jardineiro, pedreiro e faz-tudo ao mesmo tempo costuma ser uma economia que ninguém quer explicar depois.


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