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Quando a divergência com o síndico vira caso de polícia

No condomínio, ninguém ganha o direito de transformar a vida de outra pessoa em um verdadeiro inferno

Dr. Piterson Gomes|Dr. Piterson GomesOpens in new window

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • Ser síndico envolve administrar conflitos e lidar com reclamações e críticas.
  • Comportamentos como mensagens insistentes e acusações falsas podem caracterizar perseguição e outros crimes.
  • É crucial guardar provas como mensagens, vídeos e testemunhos para comprovar perseguições.
  • Em casos graves, síndicos devem buscar orientação jurídica e considerar medidas legais.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

Ser síndico significa administrar conflitos. Receber reclamações, ouvir críticas e responder questionamentos faz parte da função. O problema começa quando um morador passa a enviar mensagens insistentes, vigiar a rotina do síndico, fazer denúncias infundadas, gravar vídeos apenas para constranger, criar perfis para atacá-lo ou divulgar acusações falsas para manchar sua reputação.

Quando a conduta é repetitiva e tem o objetivo de intimidar, causar medo ou perturbar a tranquilidade da vítima, ela pode caracterizar o crime de perseguição (stalking). E, se junto com isso houver falsas acusações de crimes, afirmações mentirosas ou ofensas à honra, também podem estar presentes crimes como calúnia, difamação ou injúria, dependendo da situação.


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Nesses casos, a produção de provas é fundamental. Guarde mensagens, e-mails, áudios, vídeos, publicações em redes sociais, atas de assembleia, notificações e registros das ocorrências. Faça capturas de tela, preservando datas, horários e autores das publicações. Se houver testemunhas, anote seus nomes. Quando possível, registre os fatos por meio de uma ata notarial em cartório, que confere maior força probatória ao conteúdo digital.

Também é importante elaborar uma linha do tempo dos acontecimentos. Muitas vezes, um fato isolado parece pequeno. Mas, quando se demonstra que as condutas vêm ocorrendo há semanas ou meses, fica muito mais fácil comprovar que não se trata de uma crítica pontual, mas de uma perseguição sistemática.


Se a situação evoluir para ameaças, constrangimentos graves ou falsas acusações, o síndico deve procurar orientação jurídica o quanto antes. Dependendo do caso, podem ser adotadas medidas cíveis e criminais, além do registro de boletim de ocorrência e do pedido de preservação de provas digitais.

No condomínio, ninguém perde o direito de reclamar. Mas também ninguém ganha o direito de transformar a vida de outra pessoa em um verdadeiro inferno por meio de perseguições, intimidações ou mentiras.


E você, acha que muitos síndicos acabam desistindo da gestão por causa da pressão natural do cargo... ou pela perseguição de algumas pessoas que ultrapassam todos os limites?

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Os textos aqui publicados não refletem necessariamente a opinião do Grupo Record.

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