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Quanto custa preparar o Brasil para um clima mais extremo?

No Brasil, ainda se gasta muito para reconstruir depois da tragédia e pouco para evitar que ela aconteça

Fiscal do Clima|Luiza ZanchettaOpens in new window

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • Daniela Mercury recebe o Lifetime Achievement Award 2026 no Grammy Latino, sendo a primeira artista de axé music a conquistar essa honraria.
  • A cantora reflete sobre sua carreira internacional e afirma que viver fora do Brasil fortaleceu seu amor pelo país.
  • Daniela destaca a importância de sua trajetória autêntica e a resistência enfrentada pela música fora do eixo tradicional da indústria brasileira.
  • Ela ressalta a influência do axé music além das fronteiras e a importância de valorizar a democracia e a identidade nacional em sua obra.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

Seca na Amazônia: fenômenos climáticos não são mais eventos isolados Rafa Neddermeyer/Agência Brasil

Enchentes, secas, incêndios florestais, deslizamentos e ondas de calor deixaram de ser episódios isolados. Os eventos extremos estão mais frequentes e colocam uma pergunta cada vez mais urgente para o Brasil: quanto custa se preparar para um clima que já está mudando?

A resposta ainda não está concentrada em uma única conta. Os recursos estão espalhados entre União, estados e municípios, além de fundos e programas específicos. Mas alguns números recentes ajudam a dimensionar o desafio.


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O Ministério da Saúde, por exemplo, prevê investir R$ 9,8 bilhões até 2035 para ampliar a capacidade do SUS de responder a eventos climáticos extremos. O plano inclui sistemas de alerta, preparação de equipes e estrutura para atendimento em situações de emergência.

A necessidade de investimento também aparece nos prejuízos. Um levantamento sobre 2025 estimou em R$ 3,9 bilhões as perdas econômicas provocadas por eventos climáticos extremos no país. Mais de 336 mil pessoas foram diretamente afetadas.


O problema é que, no Brasil, ainda se gasta muito para reconstruir depois da tragédia e pouco para evitar que ela aconteça. Estimativas citadas pelo World Resources Institute indicam que cada R$ 1 investido em adaptação pode evitar até R$ 10 em despesas após um desastre.

É uma conta que envolve obras de drenagem, contenção de encostas, sistemas de alerta, planejamento urbano, recuperação ambiental e proteção de serviços essenciais. Tudo isso custa dinheiro. Mas não fazer também custa, e geralmente muito mais.


O governo ampliou os recursos destinados à agenda climática. O Fundo Clima, administrado pelo BNDES, tem orçamento bilionário para financiar projetos ligados à transformação ecológica e à adaptação às mudanças climáticas. Agora, o desafio é acompanhar quanto desse dinheiro realmente chega aos projetos, quais obras são executadas e quais resultados são obtidos.

E a urgência pode aumentar nos próximos meses. A NOAA estima alta probabilidade de um El Niño muito forte entre outubro e dezembro deste ano. Para o Brasil, o fenômeno pode trazer mais chuva para o Sul e condições mais secas para partes do Norte e do Nordeste, além de aumentar o risco de calor e incêndios em algumas regiões.


A crise climática, portanto, já não é apenas uma questão ambiental. É também uma questão de orçamento público.

A pergunta que fica é simples: quanto o Brasil está gastando para enfrentar os desastres e quanto está investindo para evitar que eles aconteçam?

Essa é uma conta que precisa ser acompanhada de perto.

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