O diploma de jornalismo ainda abre portas em 2026?
Discussão sobre utilização de diploma para se considerar profissional na área
Heródoto Barbeiro|Heródoto Barbeiro
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Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7
A exigência de diploma para o exercício do jornalismo voltou ao centro do debate. De um lado, há quem defenda a formação acadêmica como fundamental para garantir técnica, ética e compromisso com a informação. Do outro, existem argumentos de que a obrigatoriedade poderia restringir a liberdade de expressão e criar uma barreira para quem deseja trabalhar na área.
Sobre o tema, em entrevista, o jornalista Heródoto Barbeiro avalia que o documento, por si só, não atesta a capacidade de um profissional: “O diploma não determina a qualidade de um profissional.” Para ele, o essencial é a conduta: “O bom jornalista deve, principalmente, seguir os princípios da ética jornalística e manter o compromisso com o público.”
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Outro pilar levantado pelo jornalista é a autonomia da audiência: “O público tem poder para avaliar a qualidade, a preparação e a credibilidade de quem produz informação.” Nesse ecossistema, “responsabilidade, conhecimento e respeito ao cidadão são fundamentais para conquistar e manter a confiança dos espectadores e ouvintes.”
Dentro das redações, defendem-se critérios meritocráticos de seleção: “A contratação de jornalistas deve levar em consideração o currículo, a experiência, o conhecimento e o desempenho profissional.” Na visão dele, “as empresas devem priorizar quem está mais preparado para exercer a função e compreende a responsabilidade de informar.”
O debate, portanto, não anula o valor das faculdades, mas coloca em xeque a burocracia: o diploma continua sendo um caminho relevante de aprendizado, mas deve deixar de ser um passaporte obrigatório para o direito de informar.
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