Prefeito de Porto Alegre muda de ideia e passa a defender taxa de drenagem
Sebastião Melo negou a proposta durante a campanha de 2024 e, agora, sugere que a cobrança seja criada por lei federal
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Sebastião Melo negou a proposta durante a campanha de 2024, mas, agora, sugere que a cobrança seja criada por lei federal, válida para todo o país.
Durante a campanha eleitoral de 2024, perguntei ao prefeito Sebastião Melo se ele seria favorável à criação de uma taxa de drenagem em Porto Alegre. A ideia havia sido levantada pelo então diretor do Departamento Municipal de Água e Esgotos (Dmae). Melo foi enfático ao responder que não era a favor.
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Quase dois anos depois, o prefeito mudou de ideia. Em entrevista ao Rio Grande Record desta terça-feira (28), voltei a perguntar sobre o tema e a resposta foi outra.
“Você tem taxa de iluminação pública, você tem taxa de lixo e você não tem taxa de drenagem. O caro para uma cidade é invadir uma cidade com água, invadir casas. Você não tem dinheiro para fazer custeio, qualquer fonte para isso. Você, para manter o sistema de Porto Alegre hoje, não é mantido com menos de R$ 250 milhões, R$ 200 milhões e você tem que fazer obras novas e tem que manter, e não tem dinheiro para isso”, explicou Melo.
Questionado sobre o motivo da mudança de posição, foi direto:
O que mudou foi a vida real. Eu não estou falando por Porto Alegre, serei ex-prefeito daqui a pouco. Poderia até fazer demagogia, acontece que você não tem como manter uma drenagem da cidade sem fazer manutenção.
“Tem 27 bacias hidrográficas, sabe quanto gastamos de 2021 até agora para limpar os arroios? R$ 41 milhões. Você limpa e parte da população coloca sofá, garrafa pet, coloca tudo. Tem que limpar os arroios, tem que limpar os bueiros, tem que jatear, tem que revisar redes e isso custa dinheiro”, avaliou Melo.
Melo defende que a taxa não seja municipal, mas criada por lei federal, pensando na transição climática.
Desde a enchente de 2024, Porto Alegre reforçou comportas, diques e casas de bomba. Mas o sistema de drenagem ainda tem obras pendentes, e quando chove muito em pouco tempo, a cidade continua alagando em alguns pontos.
Você confere a entrevista na íntegra no vídeo que está no início do texto.
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