Logo R7.com
RecordPlus

RS entra na segunda semana de chuva; granizo já destelha casas no noroeste

Enquanto o governo gaúcho fala em Defesa Civil “quatro vezes maior”, tempestade surpreende Santo Antônio das Missões

Blog do Leo Saballa Jr|Léo Saballa Jr.Opens in new window

  • Google News

Adicione como fonte preferencial no Google

Opens in new window

LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • Rio Grande do Sul enfrenta 12 dias de tempo instável, com chuvas fortes e cidades em alerta.
  • Tempestade de granizo destelha casas em Santo Antônio das Missões, causando correria por materiais de construção.
  • Defesa Civil emite alerta vermelho para o Rio Uruguai devido ao alto risco de inundações.
  • Coordenador da Defesa Civil destaca aumento na estrutura de resposta, mas reconhece desafios na previsão climática.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

Granizo em Santo Antônio das Missões Foto cedida para a Record RS

O Rio Grande do Sul completa 12 dias de tempo instável. Chuva forte, rios subindo, cidades em alerta. Nesta segunda-feira (27), enquanto autoridades estaduais davam entrevista coletiva para atualizar a previsão dos próximos dias, o tempo já mostrava a que veio.

Por volta das 13h30, uma tempestade de granizo caiu sobre Santo Antônio das Missões, no Noroeste do Estado. Pedras de gelo destelharam centenas de casas, com o bairro Jardim entre os mais atingidos.


Veja Também

Moradores formaram fila nas lojas de material de construção atrás de telhas e lonas. Por volta das 14h, o Corpo de Bombeiros de São Luiz Gonzaga chegou para reforçar o atendimento às famílias.

Enquanto isso, a Defesa Civil estadual emitia um alerta vermelho para o Rio Uruguai, com risco muito alto de inundação em São Borja, válido até as 10h desta terça (28).


Em Porto Alegre, o órgão municipal também decretou alerta, prevendo até 105 mm de chuva entre a tarde de hoje e as 15h de quarta (29), com risco de temporais, raios e granizo.

É nesse cenário que o coordenador da Defesa Civil estadual, Luciano Boeira, tenta tranquilizar a população.


“Hoje, temos uma Defesa Civil, pelo menos, quatro vezes maior do que a Defesa Civil que passamos pelos grandes eventos em 2024. Temos uma política de estadual de proteção e defesa civil que nós não tínhamos”, diz.

Mas o próprio coordenador reconhece o limite dessa estrutura diante da imprevisibilidade do clima.


“Hoje em dia, neste momento de mudanças, está cada dia mais difícil trabalhar com essas previsões. Ou o modelo diz que a chuva ficará mais ao norte, ou mais ao centro, ou mais ao sul, modelos falam em 80mm, falam em 150mm”, completa Boeira.

Granizo não avisa. Nenhuma estrutura de Defesa Civil, por maior que seja, segura uma pedra de gelo caindo do céu. O que muda, de um evento para o outro, é o que vem depois.

E é aí que entra o reforço que Boeira descreve: mais gente para chegar rápido, mais logística para distribuir lona, mais planejamento para não deixar família ao relento.

Search Box

Fique por dentro das principais notícias do dia no Brasil e no mundo. Siga o canal do R7, o portal de notícias da Record, no WhatsApp

Últimas


Utilizamos cookies e tecnologia para aprimorar sua experiência de navegação de acordo com oAviso de Privacidade.