Logo R7.com
RecordPlus

Três pit bulls matam homem em praia do litoral do RS

Cães fugiram de casa após derrubar portão e atacaram a vítima na faixa de areia

Blog do Leo Saballa Jr|Léo Saballa Jr.Opens in new window

  • Google News

Adicione como fonte preferencial no Google

Opens in new window

LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • Três pit bulls mataram um homem na Praia Arroio Seco, RS, após escaparem de uma residência.
  • A vítima foi identificada como Rogério de Oliveira, de 57 anos, morador local.
  • Os tutores dos cães foram levados à delegacia e o proprietário pode ser autuado por homicídio culposo.
  • Este é o segundo ataque fatal na cidade em cinco semanas, destacando a necessidade de contenção adequada dos animais.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

Cão da raça pit bull Divulgação/PCRS

Arroio do Sal voltou a registrar um ataque fatal de pit bulls. Na manhã desta terça-feira (8), três cães da raça mataram um homem na faixa de areia da Praia Arroio Seco, no litoral norte do Rio Grande do Sul. É o segundo episódio do tipo na cidade em cerca de cinco semanas, e os dois casos têm uma coisa em comum: uma falha de contenção por parte de quem tinha a guarda dos animais.

A vítima foi identificada como Rogério de Olivera, de 57 anos, natural de Bento Gonçalves e morador da região onde aconteceu o ataque. Segundo a Polícia Civil, os três cães escaparam do pátio de uma residência depois de derrubar o portão do imóvel. De lá, seguiram até a beira-mar, onde encontraram Rogério e o atacaram.


A Brigada Militar foi acionada por volta das 8h30, depois que populares presenciaram a cena. Quando os policiais chegaram, o homem já estava sem vida. Uma equipe do Samu também foi ao local e confirmou o óbito.

Os tutores dos cães, um homem de 47 anos e uma mulher de 37, foram identificados e levados à delegacia, junto com os três animais, que foram recolhidos pelas autoridades. Segundo o delegado Adriano Koehler Pinto, responsável pela investigação, o proprietário dos cães deve ser autuado em flagrante por homicídio culposo. É a lei tratando o episódio como o que ele é: uma morte que decorreu de uma guarda inadequada, não de um acidente sem responsável.


O caso lembra outro ataque fatal registrado no mesmo município há pouco mais de um mês. Em 1º de agosto, Rosa Maria Ajala da Silva, de 66 anos, morreu atacada por um pit bull no bairro Quatro Lagos. Ela cuidava do animal enquanto o dono trabalhava em Santa Catarina. Também ali a origem do problema não foi o cão em si, mas a falta de estrutura para contê-lo enquanto o responsável estava ausente.

Dois ataques fatais numa mesma cidade, num intervalo tão curto, não podem ser tratados como coincidência, e muito menos como fatalidade. O problema não está na raça em si, mas na forma como parte dos tutores lida com ela.


Pit bulls exigem contenção reforçada, supervisão constante e treinamento sério, principalmente em espaços abertos como uma praia. Quando um portão não segura três cães desse porte, ou quando o animal fica sob a guarda de terceiros sem preparo para lidar com ele, a falha é de quem decidiu ter esse cão em casa, não do cão.

Ter uma raça de força e temperamento como essa é uma escolha que exige planejamento de contenção, supervisão e, principalmente, a consciência de que qualquer brecha pode custar uma vida.

Search Box

Fique por dentro das principais notícias do dia no Brasil e no mundo. Siga o canal do R7, o portal de notícias da Record, no WhatsApp

Siga R7 no Google e fique por dentro de tudo que acontece

Seguir no Google

Últimas


Utilizamos cookies e tecnologia para aprimorar sua experiência de navegação de acordo com oAviso de Privacidade.