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Festival de Cinema de Gramado abre hoje a 54ª edição no RS

Realizado desde 1973, evento ajuda a projetar Gramado nacionalmente

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Longa-metragem "La Perra", dirigido por Dominga Sotomayo La Perra/Divulgação

Gramado abre nesta quarta-feira (12) a 54ª edição do Festival de Cinema. A programação segue até o dia 22, no Palácio dos Festivais e em outros espaços da cidade.

Mesmo começando hoje, o primeiro filme poderá ser assistido na sexta-feira (14), com a exibição hors-concours de “Antártida”, thriller dirigido por Bruno Safadi. O elenco reúne Andrea Beltrão, Marina Ruy Barbosa, Leandra Leal, Antonio Calloni e Lázaro Ramos.

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Nesta edição, o Kikito de Cristal vai para Selton Mello e Maria Fernanda Cândido. É a primeira vez que dois artistas recebem a homenagem na mesma edição. Marcos Caruso recebe o Troféu Cidade de Gramado, a produtora Renata Almeida Magalhães leva o Troféu Eduardo Abelin e Andrea Beltrão, além de estrelar o filme de abertura, é homenageada com o Troféu Oscarito.

O encerramento será com a exibição hors-concours do filme “La Perra”, de Dominga Sotomayor, uma coprodução entre Chile e Brasil.

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O festival nasceu oficialmente em 1973, depois de experiências com mostras de cinema realizadas durante a Festa das Hortênsias nos anos anteriores. Reconhecida pelo então Instituto Nacional do Cinema, a primeira edição ocorreu de 10 a 14 de janeiro daquele ano e consagrou “Toda Nudez Será Castigada”, de Arnaldo Jabor, como melhor filme.

A organização envolveu a Prefeitura de Gramado, a Companhia Jornalística Caldas Júnior, a Embrafilme, a Fundação Nacional de Arte e órgãos estaduais.

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Foi também na primeira edição que o Kikito passou a ser entregue aos vencedores. A escultura, criada por Elizabeth Rosenfeld, tornou-se o símbolo do festival e dá nome ao seu principal prêmio. Mais de mil Kikitos já foram distribuídos desde 1973, segundo a organização.

Uma das maiores transformações da história do evento ocorreu em 1992. Em meio à grave crise enfrentada pelo cinema brasileiro no início daquela década, marcada também pela extinção da Embrafilme, o festival ampliou seu alcance e abriu espaço para produções ibero-americanas.

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A mudança garantiu uma dimensão internacional à programação e aproximou Gramado da produção cinematográfica de outros países.

Mais de três décadas depois, essa característica permanece. Além das produções brasileiras, o festival mantém espaço para filmes estrangeiros e se consolidou como um dos eventos mais tradicionais do cinema na América Latina.

Para o Rio Grande do Sul, a importância do festival ultrapassa as salas de exibição. O evento teve papel decisivo na projeção nacional de Gramado e ajudou a consolidar a imagem da cidade como destino turístico. Essa relação entre cultura e turismo começou décadas antes de o Natal Luz alcançar a dimensão que tem atualmente.

A gestão do festival também mudou ao longo do tempo. Em 2012, na 40ª edição, o cargo de presidente deixou de existir e entidades ligadas ao cinema ganharam maior participação na organização. Desde 2014, o evento é administrado pela Gramadotur, autarquia municipal. Segundo o histórico oficial do festival, a mudança ampliou a transparência na gestão.

Mais de cinco décadas depois da primeira edição, Gramado continua sendo um ponto de encontro importante do cinema brasileiro e ibero-americano. Durante dez dias, filmes, artistas e realizadores voltam a ocupar a Serra Gaúcha em um evento que atravessou diferentes momentos da história do cinema nacional sem deixar de ser realizado.

Os ingressos estão disponíveis no site do festival.

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