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Impactos das tarifas americanas vão além dos produtos tributados

Efeitos sobre logística, câmbio e cadeias globais podem atingir todo o setor

Mundo Agro|Fabi GennariniOpens in new window

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • Novas tarifas americanas impactam o agronegócio brasileiro, mesmo em produtos não tarifados diretamente.
  • Alterações nas regras comerciais americanas afetam toda a cadeia produtiva global, segundo Leandro Marmo.
  • Custos de frete, armazenagem e seguros podem aumentar, além de volatilidade cambial elevar preços de insumos.
  • Produtores devem reforçar planejamento financeiro e diversificar mercados para manter competitividade.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

A elevação das tarifas de importação pode repercutir no custo de determinados produtos Inteligência artificial/Gemini

As novas tarifas americanas reacenderam o debate sobre os efeitos das disputas comerciais para o agronegócio brasileiro. Embora uma parcela importante das exportações tenha permanecido fora da nova tributação, os impactos tendem a ir além das mercadorias diretamente afetadas.

“Existe uma percepção de que os produtos isentos estão protegidos, mas essa leitura é incompleta. O agronegócio funciona dentro de uma cadeia global altamente integrada. Quando uma potência econômica altera suas regras comerciais, os reflexos atingem toda a cadeia produtiva, inclusive quem não foi diretamente tarifado”, disse Leandro Marmo, advogado especializado em Direito do Agronegócio e CEO do João Domingos Advogados.


Leandro Marmo, advogado especialista em Direito do Agronegócio Foto cedida: Leandro Marmo

Segundo o especialista, a reorganização das rotas comerciais pode pressionar os custos de frete, armazenagem e seguros, enquanto a volatilidade cambial tende a elevar os preços de fertilizantes, defensivos, máquinas e outros insumos importados.

“O produtor pode continuar vendendo para o mercado americano, mas pagará mais caro para colocar sua produção no navio. São custos invisíveis que acabam reduzindo a rentabilidade da operação,” ponderou.


O advogado recomenda que produtores e empresas reforcem o planejamento financeiro e ampliem a diversificação de mercados.

“Mais do que nunca, será necessário revisar custos, utilizar instrumentos de proteção cambial, negociar fretes com antecedência e buscar novos mercados consumidores. A competitividade do agronegócio dependerá da capacidade de gestão diante desse novo ambiente de comércio internacional,” pontuou.

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Os textos aqui publicados não refletem necessariamente a opinião do Grupo Record.

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