Impactos das tarifas americanas vão além dos produtos tributados
Efeitos sobre logística, câmbio e cadeias globais podem atingir todo o setor
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Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

As novas tarifas americanas reacenderam o debate sobre os efeitos das disputas comerciais para o agronegócio brasileiro. Embora uma parcela importante das exportações tenha permanecido fora da nova tributação, os impactos tendem a ir além das mercadorias diretamente afetadas.
“Existe uma percepção de que os produtos isentos estão protegidos, mas essa leitura é incompleta. O agronegócio funciona dentro de uma cadeia global altamente integrada. Quando uma potência econômica altera suas regras comerciais, os reflexos atingem toda a cadeia produtiva, inclusive quem não foi diretamente tarifado”, disse Leandro Marmo, advogado especializado em Direito do Agronegócio e CEO do João Domingos Advogados.

Segundo o especialista, a reorganização das rotas comerciais pode pressionar os custos de frete, armazenagem e seguros, enquanto a volatilidade cambial tende a elevar os preços de fertilizantes, defensivos, máquinas e outros insumos importados.
“O produtor pode continuar vendendo para o mercado americano, mas pagará mais caro para colocar sua produção no navio. São custos invisíveis que acabam reduzindo a rentabilidade da operação,” ponderou.
O advogado recomenda que produtores e empresas reforcem o planejamento financeiro e ampliem a diversificação de mercados.
“Mais do que nunca, será necessário revisar custos, utilizar instrumentos de proteção cambial, negociar fretes com antecedência e buscar novos mercados consumidores. A competitividade do agronegócio dependerá da capacidade de gestão diante desse novo ambiente de comércio internacional,” pontuou.
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