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Pinot: a uva que atravessou séculos

Da França para o mundo, a família Pinot conquistou gerações de viticultores e consumidores

Mundo Agro|Fabi GennariniOpens in new window

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Pinot Branca Foto cedida: Venica

A família Pinot está entre as mais importantes da viticultura mundial.


Pinot Noir, Pinot Bianco e Pinot Grigio nasceram de uma mesma linhagem genética, mas encontraram diferentes caminhos ao redor do mundo.

Durante palestra no VinoVip Cortina 2026, em Cortina d’Ampezzo, o professor Luigi Bavaresco, do Departamento de Ciências das Produções Vegetais Sustentáveis (DI.PRO.VE.S.) da Universidade Católica do Sagrado Coração, no campus de Piacenza, na Itália, destacou a relação entre genética da videira, terroir e qualidade.


Pesquisador reconhecido na área de viticultura, Bavaresco dedica seus estudos à genética, fisiologia e sustentabilidade da videira. Segundo ele, compreender uma variedade é também compreender o ambiente onde ela encontra sua melhor expressão.

Luigi Bavaresco, professor e pesquisador

A Pinot Noir ocupa um lugar especial. Originária da Borgonha, na França, tornou-se símbolo de elegância e expressão de terroir por sua capacidade de revelar as características de cada território.


“A principal descrição da Pinot Noir, na minha opinião, é a elegância”, afirmou Bavaresco.

Sensível e exigente, a Pinot Noir apresenta melhores resultados em ambientes específicos, especialmente em solos calcários e climas frescos.


“A Pinot Noir é uma variedade muito exigente em relação ao ambiente. Os melhores resultados são obtidos em solos calcários e em climas frescos.”

Luigi Bavaresco palestrou no Hotel de la Poste, em Cortina d'Ampezzo Foto cedida: Civiltà del bere

Diferentemente de variedades marcadas pela intensidade de cor e estrutura, a Pinot Noir conquista pela delicadeza. Seus aromas podem revelar frutas vermelhas, flores, especiarias e diferentes camadas sensoriais que variam conforme o solo, o clima e as práticas de cultivo.

“A cor da Pinot Noir não é tão intensa, mas sua força está na elegância, nos aromas e na capacidade de expressar diferentes territórios.”

Para Bavaresco, o futuro da viticultura passa justamente pela compreensão dessa relação entre planta e território: escolher o material vegetal adequado, interpretar o ambiente e utilizar o conhecimento científico para valorizar o potencial de cada vinhedo.

*A jornalista Fabi Gennarini viajou a convite da Italian Trade Agency*

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