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Projeto Cresce Brasil aposta em engenharia para fortalecer o futuro do agronegócio

Documento destaca agricultura de precisão, inteligência artificial e automação como pilares da próxima etapa de desenvolvimento do setor

Mundo Agro|Fabi GennariniOpens in new window

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Murilo Pinheiro, presidente da FNE Foto cedida: Beatriz Arruda

O futuro do agro brasileiro depende não apenas da capacidade de produzir mais, mas de produzir melhor, com maior intensidade tecnológica, inovação e geração de valor, consolidando a engenharia como um dos principais vetores da próxima etapa de desenvolvimento do setor.

Essa é a principal mensagem da edição 2026 do projeto “Cresce Brasil + Engenharia + Desenvolvimento”, da Federação Nacional dos Engenheiros (FNE), que dedica uma nota técnica ao papel da engenharia na agricultura sustentável e na segurança alimentar.


Na avaliação da entidade, o Brasil já consolidou posição de destaque como um dos maiores produtores mundiais de alimentos, mas o próximo salto de competitividade passa pela geração de conhecimento, pela agregação de valor à produção e pelo fortalecimento da pesquisa aplicada.

“O Brasil conquistou uma posição de destaque no agronegócio mundial pela capacidade de produzir com eficiência e qualidade. O desafio agora é avançar também na geração de tecnologia, conhecimento e valor agregado às cadeias produtivas”, afirma o presidente da FNE, Murilo Pinheiro.


A publicação também traz análise do pesquisador da Embrapa Instrumentação, Paulo Estevão Cruvinel, que aponta a agricultura de precisão, a automação, o sensoriamento remoto e a inteligência artificial como ferramentas estratégicas para enfrentar desafios como mudanças climáticas, aumento da demanda por alimentos e uso mais eficiente dos recursos naturais.

Ao completar 20 anos, o projeto Cresce Brasil + Engenharia + Desenvolvimento reúne 12 notas técnicas sobre temas considerados estratégicos para o desenvolvimento do País. Além da agricultura, o documento aborda áreas como indústria, recursos hídricos, matriz energética, autonomia digital e valorização da engenharia. As propostas deverão ser apresentadas aos candidatos às eleições de 2026 como contribuição ao debate sobre políticas públicas voltadas ao crescimento econômico sustentável.


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