Defesa de Vorcaro cria expectativas sobre delação e procura gabinete de Mendonça
Resposta sobre delação pode sair até o final da próxima semana e fala em nomes do centrão e ministros do Supremo Tribunal Federal
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O advogado Sérgio Leonardo, que atua na defesa do banqueiro Daniel Vorcaro, esteve com a equipe do ministro André Mendonça, relator do inquérito que apura fraudes contra o sistema financeiro envolvendo o banco Master.
A reunião aconteceu na última terça-feira (2), no gabinete do ministro, para falar do andamento das negociações com a PF e com a PGR. Segundo fontes contaram ao blog, sob reserva, o advogado perguntou como estavam as negociações, pedindo direcionamento para a aprovação da delação, e afirmou que protocolaria o pedido formal.
A expectativa é de que a delação ocorra até a próxima sexta-feira (12) se aprovada pela Polícia Federal ou pela Procuradoria-Geral da República.
Os advogados apresentaram a proposta à PF e à PGR no começo desta semana. Agora a defesa aguarda a confirmação de ambas ou de alguma das instituições de que a nova proposta será aceita.
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Se isso ocorrer, o próximo passo é a construção de uma agenda de depoimentos do banqueiro para a polícia. Esses depoimentos devem indicar como a PF pode conseguir provas da história contada ou oferecer acesso a essas provas.
No mês passado, a PF recusou a proposta de delação oferecida pelo então advogado José Luiz de Oliveira, conhecido como Juca.
Nos bastidores, o motivo seria o mal-estar causado pelo advogado com policiais e com o próprio ministro André Mendonça, que estaria exigindo horários e datas para encontrar o cliente. Em mais de uma oportunidade, o advogado teria se desentendido com as autoridades que conduzem a investigação.
Entre os investigadores envolvidos no caso, a percepção é que essa segunda proposta oferece um pouco mais de informações que podem ajudar na investigação e abrangem fatos que a PF já tinha conhecimento, mas que, com a interpretação de Vorcaro para os fatos, podem ajudar a chegar à verdade ao comprovar o que ele estiver falando.
Ele teria ampliado a delação e fornecido nomes do centrão e outros políticos para quem pagou contas, mesadas e benefícios.
Outra questão é que, para existir delação, o preso precisa admitir sua culpa, e Vorcaro ainda insistia em dizer que não cometeu crimes e que deu dinheiro a diversas autoridades por amizade.
Esse discurso agora muda. Além de nomes do centrão, ele fala sobre dois ministros do STF. O blog não sabe o conteúdo exato, mas Vorcaro propõe explicar sua relação com os ministros Toffoli e Alexandre de Moraes.
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