PF inaugura sala de comando e monitoramento de candidatos à Presidência
A partir de hoje, candidatos poderão contar com equipes de segurança formadas pelos federais
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Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

A Polícia Federal começa a atuar nesta segunda-feira (20) com uma estrutura montada na sede da corporação em Brasília. Da Sala Nacional de Comando e Controle, equipes vão coordenar, em tempo real, a segurança dos candidatos à Presidência da República durante todo o período de campanha eleitoral.
A central será utilizada de forma integrada às equipes dos candidatos que estiverem na rua, durante comícios e demais cumprimentos de agendas dos presidenciáveis, auxiliando os TRE’s e Superintendências Regionais de Polícia Federal, nos estados.
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Os trabalhos começaram em maio, quando a polícia reuniu representantes dos 30 partidos políticos brasileiros para apresentar o plano de segurança que será adotado para proteger os candidatos à Presidência da República nas eleições de 2026.
A PF é responsável por monitorar ameaças físicas e cibernéticas com equipes especializadas.
Entre os protocolos de atuação da corporação estão a análise de riscos, monitoramento preventivo de ameaças físicas e cibernéticas e integração com órgãos de segurança pública, saúde e trânsito.
O plano inclui ainda apoio operacional em aeroportos e uso de tecnologias aplicadas à proteção de autoridades. O uso de drones e coletes balísticos deve ser feito a pedido das equipes de cada candidato. Varreduras prévias em locais por onde os candidatos devem passar também devem ser feitas por essas equipes.
A segurança dos candidatos é coordenada pela Diretoria de Proteção à Pessoa da Polícia Federal, que já montou cinco equipes e aguarda indicação dos partidos para a coordenação de cada uma dessas equipes.
Entre os 13 pré-candidatos de hoje, dez já passaram por uma avaliação de risco. As classificações são de baixo, moderado, alto e muito alto risco. Os dois principais pré-candidatos foram avaliados com risco muito alto e devem ter equipes maiores.
A operação contará com policiais especializados, incluindo agentes capacitados em cursos voltados à proteção de autoridades e grandes eventos. No começo do ano, a PF capacitou 500 policiais (de todas as carreiras da PF) para a atuação.
De acordo com a corporação, a atuação será baseada em critérios técnicos, prezando pela imparcialidade e neutralidade político-partidária dos policiais, mas, por uma questão de confiança das equipes, os partidos poderão indicar nomes para coordenar a segurança de seu candidato.
Desde as eleições de 2022, os partidos podem apontar policiais federais para a coordenação de cada grupo de segurança. Isso porque, em eleições anteriores, aconteceram casos em que os presidenciáveis não confiavam na equipe e mentiam sobre a agenda, o que, na opinião de fontes ouvidas pelo blog, colocava os candidatos sob risco de segurança.
O foco, segundo a PF, será preservar a integridade física dos candidatos e garantir a regularidade do processo democrático durante o período eleitoral.
A PF não fará apenas a proteção física presencial dos candidatos. A operação conta com uma equipe de prevenção e monitoramento de ameaças digitais, que deve avaliar riscos cibernéticos que possam afetar a campanha ou a segurança dos presidenciáveis.
A Polícia Federal afirmou que a estrutura nacional da operação foi pensada para permitir resposta integrada e acompanhamento permanente dos riscos ao longo da disputa presidencial. O uso de IA contra candidatos, partidos e contra o próprio processo também será monitorado por esses grupos.
A proteção e acompanhamento dos candidatos se darão a partir da homologação das candidaturas nas convenções partidárias, que começam nesta segunda-feira (20/07), e mediante solicitação das campanhas.
O acompanhamento, no entanto, é facultativo. Cada coligação pode definir se quer mesmo ou não o apoio de uma equipe da PF.
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