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Quarta Instância

Ministros do Supremo estão se sentindo perseguidos após exposições sobre viagens

Segundo interlocutores, os ataques à corte são parte de algo maior pra deslegitimar a atuação

Quarta Instância|Gabriela Coelho, do R7, em BrasíliaOpens in new window

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Plenário do STF
Desde novembro, a corte vem enfrentando críticas por atuação dos ministros Luiz Silveira/STF - 12.3.2026

Após ministros do STF (Supremo Tribunal Federal) terem sido apontados por supostamente viajarem em aviões privados de empresários, a sensação de integrantes da Corte ouvidos pelo blog é de que há uma perseguição contra os magistrados.

Para os ministros, a divulgação das viagens faz parte de um movimento para desgastar a imagem do Supremo.


Além disso, segundo interlocutores, os ataques à corte são parte de algo maior para deslegitimar a atuação do tribunal.

Nesta semana, reportagens indicaram que o ministro Dias Toffoli fez pelo menos três viagens de Brasília ao resort Tayayá, no Paraná, usando avião da Prime Aviation, empresa que tinha participação de Daniel Vorcaro, do Banco Master.


Alexandre de Moraes negou ter viajado em aeronaves do banqueiro. O ministro Nunes Marques admitiu ter viajado de avião da empresa Prime You, que teve Daniel Vorcaro no quadro de sócios.

Crise

Desde novembro, a corte vem enfrentando críticas por atuação dos ministros. Em razão disso, há um racha interno que já se tornou público.


Integrantes do tribunal citam que a percepção é que a crise na Corte não terá fim.

O STF tem demonstrado dificuldades em manter a unicidade, e episódios recentes de suspeitas envolvendo seus próprios ministros indicam uma pressão crescente por mudança de hábitos dentro do tribunal.

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