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Quarta Instância

O que Moraes alegou para autorizar cirurgia no ombro de Bolsonaro

No caso, o ministro disse que a necessidade do procedimento cirúrgico está devidamente comprovada pelos documentos

Quarta Instância|Gabriela Coelho, do R7, em BrasíliaOpens in new window

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • O ministro Alexandre de Moraes autorizou a cirurgia no ombro do ex-presidente Jair Bolsonaro, ressaltando que o direito à saúde é fundamental.
  • A necessidade do procedimento foi comprovada por documentos médicos apresentados pela defesa.
  • A cirurgia está agendada para esta sexta-feira (1º) no hospital DF Star, em Brasília, para tratar lesões no manguito rotador.
  • Bolsonaro cumpre pena de 27 anos e três meses por tentativa de golpe, e a autorização para a operação é considerada de natureza humanitária.

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Moraes citou que o direito à saúde é garantia fundamental estendida a todas as pessoas, inclusive as que estão presas Rosinei Coutinho/STF - 23.05.25

Em decisão que autorizou o ex-presidente Jair Bolsonaro a realizar uma cirurgia no ombro direito, o ministro Alexandre de Moraes, do STF (Supremo Tribunal Federal), citou que o direito à saúde é garantia fundamental estendida a todas as pessoas, inclusive as que estão presas.

“A efetivação desse direito impõe ao Poder Judiciário o dever de viabilizar o acesso a tratamentos médicos necessários, ainda que impliquem a saída temporária do local de cumprimento da pena, adotando-se, para tanto, as cautelas indispensáveis à segurança e à fiscalização da execução penal”, disse.


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No caso, Moraes disse que a necessidade do procedimento cirúrgico está devidamente comprovada pelos documentos médicos apresentados pela defesa.

“A autorização para a realização da cirurgia é medida que se impõe, como desdobramento do direito à saúde e à dignidade da pessoa humana. A intervenção judicial, neste caso, visa não apenas a garantir o tratamento médico indicado, mas também a modular as condições de sua realização, de modo a compatibilizá-la com as regras da execução penal e com as restrições impostas pela prisão domiciliar”, afirmou.


A cirurgia ocorre nesta sexta-feira (1º) no hospital DF Star, em Brasília, e foi indicada por médico especialista para tratar lesões no manguito rotador e outras complicações associadas.

Nesta semana, a PGR (Procuradoria-Geral da República) se manifestou favoravelmente ao pedido do ex-presidente.


Na semana passada, os médicos de Bolsonaro enviaram ao STF um documento no qual dizem que as dores no ombro direito do político melhoraram. Apesar disso, profissionais indicaram a operação para o ex-presidente, que cumpre pena em prisão domiciliar, no Distrito Federal.

A recomendação consta no relatório fisioterapêutico apresentado pela defesa e anexado ao processo que trata da execução penal, no sistema do STF. Ainda segundo os advogados, o pedido tem natureza “estritamente humanitária e sanitária”.


Bolsonaro cumpre pena de 27 anos e três meses por liderar uma tentativa de golpe de Estado no país. Em 13 de março último, ele foi internado em Brasília, devido a uma pneumonia, e recebeu alta duas semanas depois.

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