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Quarta Instância

Os motivos que levaram a Polícia Federal a pedir prisão preventiva de MCs Ryan e Poze

Para a corporação, a liberdade dos investigados ‘representa risco concreto de continuidade das atividades ilícitas’

Quarta Instância|Gabriela Coelho, do R7, em BrasíliaOpens in new window

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • A Polícia Federal pediu a prisão preventiva de MCs Ryan e Poze após o STJ determinar sua soltura.
  • A PF justifica a prisão por risco de continuidade das atividades ilícitas e a existência de um sistema de reciclagem de capitais ilícitos.
  • Estão sendo analisados materiais apreendidos, comprovando vínculos dos investigados com uma associação criminosa estruturada para lavagem de dinheiro.
  • Os suspeitos foram detidos durante a Operação Narco Fluxo, que investiga atividades de exploração de apostas ilegais e tráfico internacional de cocaína.

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Segundo a PF, prisão preventiva 'encontra sólido fundamento na necessidade de garantia da ordem' Montagem/Redes Sociais

Após o STJ (Superior Tribunal de Justiça) determinar a soltura de MC Ryan SP, MC Poze do Rodo, além de Raphael Sousa Oliveira — criador da página “Choquei” — e de outros investigados, a Polícia Federal pediu a prisão preventiva deles.

A PF afirmou que a medida “encontra sólido fundamento na necessidade de garantia da ordem pública”.


“A magnitude dos valores movimentados, a sofisticação do esquema e a atuação coordenada dos investigados demonstram a existência de um verdadeiro sistema de reciclagem de capitais ilícitos, com elevado potencial de lesividade social”, disse.

Risco de novos crimes

Para a corporação, a liberdade dos investigados, nesse contexto, “representa risco concreto de continuidade das atividades ilícitas, sendo certo que a associação criminosa apresenta estrutura apta à sua rápida recomposição e continuidade operacional”.


Segundo a corporação, ainda estão ocorrendo as análises dos materiais apreendidos com os investigados, como dispositivos eletrônicos e documentos diversos.

“Os exames vêm confirmando, de forma paulatina e progressiva, os vínculos de diversos investigados com a prática reiterada da constituição de uma associação criminosa estruturada, voltada à movimentação de grandes quantias em espécie, transferências bancárias e de criptoativos, tanto no território nacional quanto no exterior, visando à lavagem de capitais”, disse a PF.


Para a corporação, “o cenário atual revela momento sensível e crítico da investigação, no qual se concentram diligências de elevada complexidade técnica, especialmente relacionadas à extração e consequente análise de dados telemáticos e financeiros relacionados com todos os investigados”.

Os investigados foram presos no último dia 15 no âmbito da Operação Narco Fluxo, da Polícia Federal. O grupo é suspeito de integrar uma organização criminosa altamente estruturada, voltada à lavagem de dinheiro em larga escala, com base principalmente na exploração de apostas ilegais e rifas digitais, além de possíveis conexões com o tráfico internacional de cocaína.

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Os textos aqui publicados não refletem necessariamente a opinião do Grupo Record.

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