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Moraes aguarda parecer da PGR para liberar ações contra a Lei da Dosimetria

Aplicação da lei está suspensa por liminar do ministro; enquanto partidos apontam falhas em tramitação, Congresso defende o texto

Quarta Instância|Gabriela Coelho, do R7, em BrasíliaOpens in new window

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • O ministro Alexandre de Moraes, do STF, espera parecer da PGR sobre a Lei da Dosimetria.
  • A lei está suspensa por uma decisão liminar do próprio Moraes, enquanto ocorre disputa judicial e política.
  • Partidos de esquerda contestam a constitucionalidade da lei, alegando irregularidades no processo legislativo.
  • Câmara dos Deputados e Senado defendem a legalidade da lei, afirmando que a tramitação foi adequada e democrática.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

Alexandre de Moraes foi sorteado como relator de ações protocoladas por partidos políticos Rosinei Coutinho/STF - 25.02.2026

O ministro Alexandre de Moraes, do STF (Supremo Tribunal Federal), aguarda as manifestações finais da PGR (Procuradoria-Geral da República) para dar o próximo passo nas ações que questionam a constitucionalidade da Lei da Dosimetria. A legislação é o centro de uma intensa disputa jurídica e política.

Atualmente, a eficácia da Lei da Dosimetria está totalmente suspensa por conta de uma decisão liminar proferida pelo próprio ministro Alexandre de Moraes.

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Ele foi sorteado como relator de um conjunto de ações protocoladas por partidos políticos de esquerda e centro-esquerda (PSOL, PT e PDT), além da ABI (Associação Brasileira de Imprensa).

Essas entidades acionaram a Suprema Corte sob o argumento de que o texto final aprovado pelo Congresso Nacional possui graves irregularidades constitucionais.

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O nó da questão jurídica gira em torno de duas frentes principais de contestação:

  • Vício no processo legislativo: os autores das ações — endossados pela AGU (Advocacia-Geral da União) — apontam que o projeto original foi completamente desfigurado no Congresso. Deputados e senadores teriam incluído emendas parlamentares que invadiram competências exclusivas e atropelaram regras de veto e sanção.
  • Abrandamento de crimes políticos: A maior preocupação técnica reside no impacto da lei sobre as punições de atos de extrema gravidade. Críticos e órgãos jurídicos sustentam que a nova dosimetria promove uma “proteção insuficiente” ao Estado Democrático de Direito, ao afrouxar ou desestruturar as penas voltadas para crimes contra as instituições democráticas.

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Manifestações enviadas

Nesta semana, a AGU enviou um documento, assinado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, no qual defende que a Lei da Dosimetria continue suspensa.

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Na segunda-feira (18), a Câmara dos Deputados e o Senado enviaram ao STF dois documentos que defendem a Lei da Dosimetria.

Por meio da Advocacia do Senado Federal, os senadores afirmam que não houve vício de bicameralismo — ou seja, não ocorreram erros nas etapas obrigatórias de votação.

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Segundo eles, as emendas feitas foram apenas ajustes de texto, e não de conteúdo. Sendo assim, não existia a necessidade de o projeto voltar para a avaliação da Câmara.

Já a manifestação elaborada pela Câmara também argumenta que a lei teve uma tramitação dentro da conformidade: “Lei não é fruto de uma decisão precipitada ou apressada, e sim de um debate amadurecido, legítimo e democrático”.

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