6x1: governo tem novo plano nas mãos de Alcolumbre
Fim da escala 6x1 chegou a acordo na Câmara, mas tem cenário incerto no Senado e coloca estratégia do Planalto em risco
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O governo Lula avançou com acordos para o fim da escala 6x1 no Congresso, mas vai ter que lidar com mais uma pauta que dependerá do presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP).
Com a certeza de análise do texto na Câmara ainda em maio, após acordo costurado em reuniões com o Planalto, a situação com senadores é diferente e conta apenas com otimismo.
O amapense ainda não confirmou publicamente qual será o ritmo de votação da redução da jornada de trabalho. A meta do governo é garantir uma análise ainda no primeiro semestre, com a previsão de que a prioridade do ano também faça parte dos debates eleitorais.
O cronograma joga para o Senado a necessidade de votação até julho — para que as regras comecem a valer até as eleições, como pretende o PT. Além da 6x1, a lista de pautas defendidas pelo Planalto ainda não indicadas por Alcolumbre também alcança a PEC da Segurança Pública, que aguarda há quase três meses, e o projeto dos minerais críticos, que ganhou aval de deputados há 20 dias.
A lista ainda prevê a pauta de combustíveis e a proposta que cria regras para a Copa do Mundo Feminina, que ocorrerá no Brasil em 2027. A expectativa, segundo relatos ao R7 Planalto, é de que as pautas prioritárias sejam alinhadas com líderes do Senado, em reunião a ser convocada por Alcolumbre.
Redução de jornada 6x1
Reunião entre Lula e o presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), selou o texto a ser votado entre deputados, com a garantia de duas folgas por semana, sem prejuízo de salário, e uma redução do limite de horas, de 44h para 40h, em até 14 meses.
A PEC ainda depende de análise da comissão especial e deve ir ao plenário ainda nesta semana. O relator do texto, Leo Prates (Republicanos-BA), considera que há tempo para que a PEC seja analisada no Senado em um mês.
Pelo relatório produzido por ele, a redução de jornada passará a valer 60 dias após ser promulgada pelo Congresso, o que levaria as previsões para setembro.
Em outra frente, a oposição tem cotado a possibilidade de uma proposta alternativa, que permite a contratação por horas de trabalho, mas parlamentares afirmam que faltam acordos para que essa versão de texto avance.
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