As opções do governo caso Lula decida trocar de líder no Senado
Planalto lidava com dificuldade de nomes desde derrota de Messias e tem desafio com calendário eleitoral
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Pressionado a trocar suas lideranças após derrotas no Congresso e agora pela operação da PF (Polícia Federal) que mirou Jaques Wagner (PT-BA), o governo, segundo o baiano, deve mantê-lo no posto de líder no Senado. Um dos motivos que têm sustentado Wagner no cargo é a dificuldade de encontrar um sucessor.
Jaques foi um dos alvos de investigadores em ação na última quinta-feira (18). O parlamentar nega irregularidade ou atuação a favor do banco de Daniel Vorcaro e tem defendido que não é réu, nem foi denunciado. Diante do cenário, nomes do PT no Congresso consideram que ele deveria abrir mão da liderança no Senado.
Parlamentares temem que um eventual desgaste de Wagner possa ter algum respingo na imagem do presidente Lula em busca da reeleição.
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O baiano é considerado um político experiente, de confiança de Lula e com peso de negociações no Senado, apesar de a influência ter sido criticada desde a derrota da indicação de Jorge Messias ao STF (Supremo Tribunal Federal).
Caso tenha como desfecho a saída da liderança, um dos nomes cotados para assumir a função é o de Camilo Santana (CE). O parlamentar tem aumentado o diálogo com o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), desde que deixou o cargo de ministro da Educação em abril. Também é visto como um aliado próximo de Lula.
Fora do próprio partido, outra possibilidade é Otto Alencar (PSD-BA), que chegou a substituir Jaques na função quando o senador precisou de uma licença médica, em outubro de 2024. Pode pesar o fato de que, atualmente, ele ocupa a presidência da CCJ (Comissão de Constituição e Justiça) e não querer uma nova atribuição.
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