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Conta de luz mais cara: governo admite pressão de subsídios, mas também culpa Congresso

Em resposta a deputado do PL, ministério culpou parlamentares por derrubada de medidas que aliviavam preço da tarifa

R7 Planalto|Edis Henrique Peres, do R7, em BrasíliaOpens in new window

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • O Ministério de Minas e Energia admite que subsídios pressionam a conta de energia e culpa o Congresso pelo aumento das tarifas.
  • O crescimento das tarifas é atribuído aos encargos setoriais criados por leis ordinárias do Poder Legislativo.
  • Medidas para reduzir descontos tarifários não foram aprovadas pelos parlamentares, segundo o ministério.
  • A Conta de Desenvolvimento Energético (CDE) é citada como principal motivo para a pressão nas contas de luz, com orçamento estimado em R$ 52,7 bilhões em 2026.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

Ministério culpa parlamentares por não aprovação de medidas que reduziriam custo da conta de luz Reprodução/Pixabay @pexels - arquivo

O Ministério de Minas e Energia admitiu pressão de subsídios na conta de energia e disse ter limites para conter o preço das tarifas. O posicionamento foi dado em resposta a requerimento de informação protocolado pelo deputado Cabo Gilberto Silva (PL-PB). No documento, a pasta culpa também o próprio Congresso pelo aumento dos preços.

“O principal fator para o crescimento das tarifas da energia elétrica para o consumidor tem sido o acréscimo dos encargos setoriais, os quais são criados e/ou alterados por meio de leis ordinárias”, diz um trecho. As leis ordinárias são aquelas criadas pelo Poder Legislativo, ou seja, Senado e Câmara.


O Ministério disse que o valor das tarifas tem sido objeto constante de preocupação e que lançou uma série de medidas, mas citou que o trecho da medida provisória 1.300/2025, por exemplo, que previa a redução gradual até a plena extinção de determinados descontos tarifários “não foi aprovado” pelos parlamentares.

A pasta reconheceu que os subsídios e encargos do setor elétrico têm pressionado a conta de luz dos brasileiros, e citou como principal motivo a CDE (Conta de Desenvolvimento Energético), que financia políticas públicas como a tarifa social, incentivos às energias renováveis e benefícios a determinados consumidores.


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Em 2026, o orçamento da CDE foi estimado em cerca de R$ 52,7 bilhões, valor parcialmente bancado pelos próprios consumidores por meio da tarifa.

O governo também citou que os reajustes não seguem a inflação, pois incorporam custos específicos do setor, como a compra de energia, investimentos em infraestrutura e mecanismos de compensação regulatória. A pasta afirmou ainda que não pode alterar as tarifas de forma unilateral, já que os valores são definidos por contratos de concessão e pela regulação do setor.

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Os textos aqui publicados não refletem necessariamente a opinião do Grupo Record.

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