Falar de meio ambiente em meio às mudanças climáticas: os desafios e metas do PV
Partido da Federação de Lula quer eleger 12 deputados federais nestas eleições; número é o dobro de cadeiras conquistadas em 2022
LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA
Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

O PV (Partido Verde), que compõe, ao lado do PT e do PCdoB, a Federação Brasil da Esperança, pretende eleger este ano 12 deputados federais, o dobro do último pleito. A sigla, segundo o presidente em exercício Reynaldo Nunes de Morais, focou na Câmara nas eleições deste ano. Em 2022, o PV garantiu seis cadeiras na Casa.
Ao R7 Planalto, Reynaldo avaliou o cenário da política atual. “Tenho a avaliação não foi o eleitor que se afastou da política, mas os partidos políticos se afastaram do eleitor. O eleitor hoje está cansado da política tradicional”, diz.
Em tempos de redes sociais, Reynaldo defende que os partidos precisam ocupar o espaço virtual, mas sem deixar de lado a mobilização social e um trabalho de base. Os últimos anos, inclusive, serviram para o partido reforçar um discurso ainda mais alinhado com o meio ambiente, mas sem esquecer das questões sociais.
“A questão ambiental sozinha, sem o social, não resolve. Não adianta defender o meio ambiente sem defender a população”, afirma.
A aposta do partido
Entre os candidatos que disputam o pleito este ano, o PV destaca algumas apostas, como Thabatta Pimenta, que disputa no Rio Grande do Norte uma vaga para deputada federal. Thabatta tem 1,5 milhão de seguidores. Outros nomes são o Delegado Charles, pelo Piauí, o Jeangrafia, em São Paulo e o Aliel Machado no Paraná, todos concorrendo a uma vaga na Câmara dos Deputados.
No Rio de Janeiro os nomes de destaque são Bandeira de Mello e Leonardo Picciani, enquanto no Acre, o partido aposta em Virgílio Vianna.
Leia Mais
Mudanças climáticas
Ao comentar a história do partido, Reynaldo avalia que hoje está mais fácil mobilizar a população do que em 1986. “Imagina falar de preservação do meio ambiente em 1980?”, questiona. “Hoje está muito mais fácil porque todos estão vendo as mudanças climáticas: as mudanças de temperatura, as florestas pegando fogo, as inundações. Apenas uma ala muito radical que não acredita [nos impactos ambientais causados pelo ser humano]”, observa.
Reynaldo ressalta que defender o meio ambiente significa inclusive competitividade no mercado. “Hoje, todos os países exigem regras de proteção ambiental para comprar produtos. Agora, inclusive o próprio eleitor está mais exigente”, avalia.
Segundo o presidente da sigla, em 2025 o partido conseguiu derrubar em seis estados medidas que iriam flexibilizar a exploração do meio ambiente, e cita como uma das vitórias principais a decisão do STF que afastou a chamada “presunção de boa-fé” e exige fiscalização sobre a origem da extração de ouro, medida que afetou diretamente o garimpo ilegal.
Fique por dentro das principais notícias do dia no Brasil e no mundo. Siga o canal do R7, o portal de notícias da RECORD, no WhatsApp














