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Análise: como tem sido a repercussão global dos últimos ataques da Rússia à Ucrânia

Especialista explica como possivelmente será o comportamento dos governos envolvidos no conflito e dos países secundários

Jornal da Record News|Do R7

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A Rússia voltou a atacar a Ucrânia após o ultimato deDonald Trump. O presidente americano deuprazo até 8 de agosto para o governo russo encerrar o conflito armado contra os ucranianos e, em caso de descumprimento, enfrentará tarifas de até 100%; o ataque foi feito por mais de 300 drones e 8 mísseis hipersônicos, 27 áreas da Ucrânia foram atingidas e cerca de 100 prédios foram destruídos.

Além disso, o Vice-presidente do Conselho de Segurança russo, Dmitri Medvedev, provocou os Estados Unidos ao expor em uma declaração que a Rússia ainda tem sistemas soviéticos de armas nucleares ativos. Após esta declaração, nesta quinta-feira (1°), o líder norte-americano ordenou o deslocamento de submarinos nucleares.

O professor de geopolítica João Correia explicou em entrevista para o Jornal da Record News que apesar da agitação entre os países, a realidade das coisas permanece como sempre foi; segundo ele, o discurso de Medvedev sobre o sistema soviético ativo e a movimentação de Trump com os submarinos de armamento nuclear, na verdade, fazem parte de uma habitual troca de farpas, e de demonstração de poder.

Como um jogo de xadrez, todos os países que rodeiam politicamente o conflito russo-ucraniano se movimentam segundo seus interesses a fim de conquistar o xeque-mate; a Índia, por exemplo, é um governo “agente-duplo”, segundo o professor. Ao mesmo tempo em que ela é essencial para a Rússia, por comprar petróleo e indiretamente financiar a guerra, permanecendo firme em sua disputa territorial com a China pela Caxemira, ela tem a abertura de negociação com os Estados Unidos.

“Eu penso que é mais a cortina de fumaça por acordos comerciais maiores que estão por vir”, diz o especialista.

No fim, ele declarou que, para ele, é difícil enxergar mudanças significativas nas economias dos países após a implementação do protecionismo econômico proposto por Trump, já que os governos têm encontrado saídas e soluções para preencher os vazios que o comércio norte-americano tem deixado; exemplo disso é o Brasil: “Nós diminuímos a compra do diesel que comprávamos dos Estados Unidos e passamos a comprar um diesel mais barato, made in Rússia”, diz.

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