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Entenda como criminosos acessaram 3.000 contas ao fraudar biometria facial do aplicativo gov.br

Quadrilha utilizava dados obtidos ilegalmente das vítimas para criar vídeos falsos com inteligência artificial e enganar o algoritmo do programa

Jornal da Record News|Do R7

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A Polícia Federal cumpriu 16 mandados de busca e apreensão e prendeu cinco suspeitos de integrar uma quadrilha que fraudava o acesso biométrico facial de contas do aplicativo gov.br, na terça-feira (13). Cerca de 3.000 usuários foram alvos do grupo, que acessava valores a receber do Banco Central e realizava empréstimos consignados em nome das vítimas.

Américo Alonso, diretor de segurança digital da Atos América do Sul, explica ao Jornal da Record News que os suspeitos gravavam vídeos falsos com movimentos dos rostos das vítimas, baseados em dados obtidos ilegalmente, como CPF, nome completo e, em alguns casos, imagens reais de indivíduos.

O especialista em cibersegurança alerta que muitas dessas informações, especialmente fotos pessoais, se tornam públicas quando são divulgadas pelos próprios usuários nas redes sociais. Uma vez com acesso às imagens, os criminosos utilizam ferramentas especializadas para criar vídeos deepfake — técnica na qual a inteligência artificial é usada para produzir registros falsos.

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