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‘Putin não está aproximando o mundo da paz, nem Trump’, afirma professor

Presidentes negociaram cessar-fogo parcial aos ataques contra sistemas de energia ucranianos por um mês, após conversa telefônica de duas horas na terça (18)

Jornal da Record News|Do R7

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“Na verdade, Putin não está aproximando o mundo da paz, nem Trump. O mundo, neste momento, se arma como sempre fez no precedente a guerras mundias”, analisa Vitelio Brustolin, professor de relações internacionais, em entrevista ao Jornal da Record News desta terça-feira (18).

A Rússia anunciou a suspensão de ataques contra infraestruturas de energia da Ucrânia por um mês, após uma conversa telefônica de duas horas com o presidente americano. Para Brustolin, contudo, o preço desta negociação é a descredibilização da Otan (Organização do Tratado do Atlântico Norte).

Da mesma forma, ele relembra que o Reino Unido e a França enviariam tropas para a Ucrânia para a manutenção da paz, porque enxergam Kiev como uma fronteira entre a Europa e a Rússia. Assim, caso os russos avancem pelo país, os próximos a se defenderem seriam a Polônia e os países bálticos.

“Nenhum dos países que fizeram parte da extinta União Soviética acreditam em Putin. Eles veem as promessas que o próprio Putin tem feito de tentar reconstituir o poder do império russo e de tentar reconquistar esses países que fizeram parte do que um dia foi a União Soviética”, explica o professor.

Por isso, segundo Brustolin, existe uma corrida armamentista na Europa, semelhante ao que aconteceu no período das grandes guerras. “É necessário que a paz negociada seja justa para que isso não se transforme na Terceira Guerra Mundial”, conclui.

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