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Guerra pode chegar ao fim? O que esperar da reunião entre Trump e Putin no Alasca

Segundo Maristela Basso, o presidente americano terá que ser 'inventivo' nas ameaças para que o líder russo 'desista de uma guerra que ele está ganhando'

News das 19h|Do R7

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Nesta sexta-feira (8) terminou o prazo imposto por Donald Trump à Rússia para um cessar-fogo na Ucrânia; segundo a Casa Branca, o presidente norte-americano irá se encontrar com Vladimir Putin em uma semana, no dia 15 de agosto, no Alasca.

Maristela Basso, professora de direito internacional da USP (Universidade de São Paulo), explicou, em entrevista para o News das 19h, que é difícil para Trump negociar com Putin sobre o conflito armado contra a Ucrânia, já que, a princípio, a Rússia tem a vantagem na guerra e, consequentemente, não deve retroceder; de acordo com ela, o líder norte-americano precisará ser convincente para conseguir travar um acordo com o presidente russo.

Maristela ainda ressalta que a situação coloca o presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, em uma posição bastante complicada: "Vai ser apresentado a Zelensky, digamos, um pacote, e ele vai ter que segurar esse pacote, vai ter que aderir ao que será decidido na reunião do Alasca, sem direito à contestação, e a situação dele é muito difícil, porque ele, se ficar numa posição contrária, se bater o pé e dizer 'eu não vou entregar as áreas que já foram conquistadas, eu não aceito esse ponto ou aquele outro', a guerra vai continuar".

Segundo a professora, seria aconselhável a Zelensky que fosse feito um acordo, benéfico para ambos os países envolvidos, ainda que a Ucrânia perdesse territórios, mas recuperasse a paz. Ela ressalta que Putin não estará para sempre no poder e o líder ucraniano poderia ver isso como uma saída temporária, a fim de que no futuro a Ucrânia voltasse à mesa de negociações.

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