Júri do caso Henry entra no 6º dia; relembre momentos tensos e veja quem ainda deve depor
O julgamento dos réus Monique Medeiros e Dr. Jairinho pode durar 10 dias. A sessão será retomada às 14h deste sábado (30)
Rio de Janeiro|Do R7

O julgamento do caso Henry Borel entra no sexto dia neste sábado (30). A sessão está marcada para recomeçar às 14h, no II Tribunal do Júri, com oitivas das testemunhas de defesa da mãe da criança.
Sem prazo para terminar, o julgamento dos réus Monique Medeiros e Dr. Jairinho pode durar 10 dias e deve entrar na reta final na próxima semana.
Entre os depoimentos mais aguardados está o de Thayná Oliveira, babá da criança. Segundo a polícia, ela enviou mensagens para a Monique, mencionando as agressões que a criança sofria de Jairo.
Outro momento de grande expectativa é o interrogatório dos acusados pela morte de Henry. O padrasto responde pelas lesões que causaram a morte do menino, enquanto a mãe é apontada como omissa diante da responsabilidade de proteger o filho.
Após essa etapa, acusação e defesa iniciam a fase de debates. Por fim, os jurados decidem se irão condenar ou absolver o casal.
O que aconteceu no julgamento até agora?
5º dia

O júri ouviu peritos que analisaram tecnicamente a morte da criança decorrente de laceração hepática e hemorragia interna. Ambos descartaram a possibilidade de acidente doméstico para o caso. Na versão inicial apresentada pelo casal Monique e Jairo, Henry teria caído da cama.
Em depoimento, o legista Luiz Carlos Leal Prestes afirmou que o menino teve uma morte sofrida e lenta.
Quando foram exibidas fotos dos ferimentos do corpo do menino, Monique passou mal e recebeu atendimento médico. Ela recebeu autorização para deixar a sessão.
Na sequência, o pai de Henry, Leniel Borel, foi ouvido pelo júri. Em vários momentos, ele se emocionou ao falar da resistência do menino de voltar para a casa da mãe. O depoimento terminou por volta das 4h de sábado (30).
4º dia
O dia foi marcado por testemunhas que falaram sobre um histórico violento de Jairinho. Duas ex-namoradas contaram que os filhos sofreram agressões enquanto elas mantiveram os relacionamentos. Uma delas ainda denunciou ter sido estuprada por ele.
Uma dessas crianças agredidas também prestou depoimento. Atualmente com 18 anos, Kaylane Duarte revelou que apanhou de Jairinho na infância e recebeu ameaças para não contar para a mãe. Em um momento, a jovem chegou a dizer que ouviu do ex-padrasto que, “se ela não existisse, a vida do casal seria melhor”.
3º dia
Contratado pela assistência de acusação, o médico psiquiatra Rafael Bernardon Ribeiro, que analisou o processo, traçou um perfil psicológico de Jairinho. Ele afirmou que o réu é perverso e tem prazer em provocar dor.
2º dia
O delegado responsável pela investigação, Henrique Damasceno, falou por quase 10 horas. Damasceno citou a gravidade das lesões encontradas no corpo de Henry e afirmou ter convicção sobre a responsabilidade do casal na morte da criança. Para ele, Monique e Jairo tentaram montar uma farsa durante os depoimentos para tentar convencer a polícia de que o menino havia se machucado ao cair da cama.
1º dia
O julgamento começou tenso, com a possibilidade de um novo adiamento, depois que Jairinho destituiu a defesa. Ele alegou que o principal advogado estava internado por motivo de saúde e não teria como ser defendido.
A Promotoria considerou a atitude mais uma tentativa de manobra para mudar o júri para outra data e solicitou a transferência do réu para o presídio de segurança máxima Bangu 1 enquanto não houvesse uma definição.
Porém, Jairinho resolveu reconsiderar a decisão. Além de constituir a defesa novamente, ele inclui o filho na equipe jurídica.
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