Ciclone bomba ameaça Rio Grande do Sul com ventos fortes
Defesa Civil alerta para tempestades severas e ventos acima de 100 km/h
Rio Grande Record|Do R7
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O Instituto Nacional de Meteorologia (INMET) emitiu um alerta máximo para o Rio Grande do Sul devido à formação de um ciclone extratropical intenso, que pode se configurar como um ciclone bomba. O sistema começa a se organizar na manhã de quinta-feira (6), avançando rapidamente em direção ao litoral gaúcho e provocando uma queda drástica na pressão atmosférica, que deve atingir seu pico de força no sábado (8), antes de se afastar para o oceano.
O estado enfrentará o período mais crítico entre quinta-feira e sábado. A previsão indica tempestades severas em todas as regiões gaúchas, com chuva forte, descargas elétricas e alto potencial para queda de granizo. Além disso, o avanço da frente fria trará frentes de rajada e ventos constantes, que devem superar os 60 km/h na faixa costeira e em várias cidades do interior, enquanto em alto-mar os ventos podem passar de 100 km/h. Diante do cenário de alto risco, o INMET elevou o nível de atenção no Rio Grande do Sul.
Para esta quarta-feira, o Estado já está sob Aviso Amarelo (perigo potencial). Na quinta-feira (6), o alerta sobe para Aviso Laranja (Perigo) em todo o território gaúcho, indicando risco iminente de destelhamentos, quedas de árvores e alagamentos. Logo após a passagem do ciclone, uma potente massa de alta pressão deve trazer frio rigoroso ao RS.
Para garantir a segurança da população, a Defesa Civil recomenda uma série de cuidados preventivos durante o período de vigência dos alertas. É fundamental evitar abrigar-se debaixo de árvores devido ao risco de quedas e descargas elétricas, além de não estacionar veículos próximos a torres de transmissão e placas de sinalização. Dentro de casa, a orientação é desligar aparelhos eletrodomésticos da tomada para evitar danos por curtos-circuitos e quedas de energia. Em caso de rajadas de vento fortes, não segure estruturas metálicas ou coberturas frágeis. Em situações de emergência, as pessoas devem acionar imediatamente o Corpo de Bombeiros pelo telefone 193 ou a Defesa Civil pelo número 199.O último ciclone-bomba
O último ciclone bomba com impactos severos no Rio Grande do Sul ocorreu entre o final de junho e o dia 1º de julho de 2020, gerando rajadas de vento de até 116 km/h. O fenômeno resultou de uma "ciclogênese explosiva" caracterizada por uma queda drástica na pressão atmosférica após a colisão de massas de ar. A "ciclogênese explosiva" acontece quando uma área de baixa pressão atmosférica se intensifica de forma muito rápida, em um curto espaço de tempo. Na prática, esse fenômeno funciona como um "ímã" gigante, que puxa o ar ao seu redor com extrema violência. Essa velocidade em que o sistema ganha força é o que faz o ciclone ser popularmente chamado de ciclone bomba. Ou seja, quando a pressão do ar cai muito rápido, os ventos giram com muito mais força e velocidade. É essa transformação acelerada que gera as fortes tempestades, os raios e as rajadas de vento destrutivas que atingem o continente. No caso do evento de 2020, foi exatamente essa força rápida que causou os estragos no Rio Grande do Sul.














