Clima seco aumenta riscos de doenças respiratórias, alerta especialista
Crianças, idosos e pessoas com problemas pré-existentes exigem atenção redobrada durante o período de baixa umidade
Saúde|Do R7, com RECORD NEWS
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O Inmet (Instituto Nacional de Meteorologia) emitiu um alerta nesta quarta-feira (19) sobre a baixa umidade do ar, que afeta o estado de São Paulo e a região Centro-Oeste do Brasil. Nessas áreas, os índices de umidade variam entre 12% e 30%, valores muito abaixo dos 60% recomendados pela OMS (Organização Mundial da Saúde).
O clima seco pode causar diversos impactos na saúde, principalmente entre crianças e idosos. De acordo com o médico clínico geral e geriatra Natan Chehter, esses grupos são considerados mais vulneráveis. Isso porque as crianças ainda possuem um sistema imunológico imaturo, enquanto os idosos apresentam uma resposta imunológica mais lenta. “Então, nesses dois casos, o sistema imune é um dos fatores que contribui para que possam ter quadros de maior gravidade”, explica.
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Além disso, o ambiente quente e seco favorece a circulação de vírus respiratórios. Para minimizar os efeitos adversos desse cenário, é fundamental manter uma boa hidratação, evitar a exposição prolongada ao sol e às altas temperaturas e adotar medidas que ajudem a melhorar a umidade dos ambientes internos.
Entre as alternativas estão o uso de toalhas molhadas, baldes com água nos cômodos e até mesmo os umidificadores elétricos. No entanto, o especialista alerta para a necessidade de cuidados na utilização desses aparelhos.
“Muitas vezes você precisa de fato fazer uma higienização correta. Do contrário, ele vira um ambiente propício a fungos, enfim, a germes que você pode usar, que são semelhantes pelo ar. Então, se você tem um umidificador em casa, de fato você pode usar. Agora, tem que ter o cuidado de fazer higiene correta do aparelho”, afirma.
Para pessoas com doenças respiratórias crônicas, como asma e rinite alérgica, o cuidado deve ser redobrado durante períodos de seca extrema, já que essas condições podem se agravar. Sintomas como falta de ar persistente e febre são sinais de alerta e indicam a necessidade de buscar assistência médica.
Embora crianças, idosos e pessoas com doenças pré-existentes formem os grupos de risco, toda a população está suscetível aos efeitos negativos da baixa umidade do ar. Por isso, a adoção de medidas preventivas é essencial para preservar a saúde e reduzir os riscos associados a esse período crítico.
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