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Conselho Federal de Medicina diz que vai prestar esclarecimentos à Procuradoria-Geral da República

CFM alega que atrasos dos registros devem-se também a informações incorretas ou incompletas

Saúde|Agência Brasil

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Profissionais do programa começam a trabalhar na Bahia nesta segunda-feira (23)
Profissionais do programa começam a trabalhar na Bahia nesta segunda-feira (23)

O CFM (Conselho Federal de Medicina) informou nesta quarta-feira (25) que vai prestar todos esclarecimentos que forem pedidos pela PGR (Procuradoria-Geral da República). Em nota à imprensa, o CFM rebateu a AGU (Advocacia-Geral da União), que considerou política e corporativista a reação dos conselhos regionais de Medicina ao Programa Mais Médicos.

A AGU pediu nesta quarta que a Procuradoria da República investigue os conselhos regionais de medicina e os diretores das entidades por não cumprirem as normas do programa Mais Médicos. Segundo a AGU, a conduta dos conselhos que se recusam a autorizar o registro provisórios de médicos é uma “reação política e corporativista” contra o programa.


Em nota, o CFM explica que faz uma análise criteriosa sobre a emissão de registros provisórios de médicos para assegurar o cumprimento das normas da Medida Provisória (MP) 621/2013, que definiu as regras do programa Mais Médicos.

— Os conselhos de Medicina, como agentes do Estado, fazem apenas seu trabalho para que irregularidades e equívocos processuais sejam evitados. Tudo com o objetivo de oferecer maior segurança para a sociedade.


Profissionais do programa Mais Médicos começam a trabalhar na Bahia

80% dos profissionais do Mais Médicos continuam de braços cruzados por falta de registro


Sobre o prazo de 15 dias para que o governo envie aos conselhos o endereço de trabalho e os nomes dos tutores e supervisores de cada um dos profissionais inscritos no Mais Médicos, o CFM ressalta que a medida foi tomada a partir de entendimento da AGU.

— A própria Advocacia-Geral da União expressou, diante da Justiça do Rio Grande do Sul, entendimento de que as informações solicitadas pelas entidades médicas são pertinentes. No caso, foi reconhecida a pertinência dos pedidos de informação de local de residência, trabalho e de nomes de tutores e preceptores.


O CFM alega que os atrasos na emissão dos registros devem-se ao Ministério da Saúde e a informações incompletas ou incorretas fornecidas pelos médicos, como diplomas não legalizados e fichas de inscrição com erros de preenchimento.

— A emissão dos registros atrasou em função de dois fatores: a demora do Ministério da Saúde em proceder a entrega dos dossiês para análise, sendo que a grande maioria ainda se encontra nos prazos legais para emissão. O segundo é que muitos dos dossiês que são entregues apresentam inconsistências que ferem as próprias exigências da MP 621.

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