Doenças do Aedes: Ribeirão Preto, Guarujá e Araçatuba estão em risco
Estado vai realizar a semana de combate às arboviroses
Saúde|Do R7

A Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo informou nesta terça-feira (28), que os dados de infestação por mosquitos Aedes aegypti até o mês de outubro apontam que há apenas seis cidades paulistas em situação de risco para surto de dengue, zika e chikungunya: Ribeirão Preto, Araçatuba, Guarujá, Jandira, Peruíbe e Jaboticabal. Outras 98 cidades de São Paulo estão em quadro de alerta. No total, foram 604 municípios analisados pela pasta — dos 645 paulistas. Os dados são do LIRAa (Levantamento Rápido de Índices de Infestação pelo Aedes aegypti)
"Portanto, o Estado encontra-se em situação satisfatória, de modo geral", acrescentou a Secretaria de Saúde paulista por meio de nota. Entre os dias 4 e 8 de dezembro, o Estado vai realizar a semana de combate às arboviroses.
No Brasil
O novo levantamento coordenado pelo Ministério da Saúde indica que 1.496 cidades brasileiras estão em situação de alerta ou de risco no próximo verão. Isso representa 38% do total de cidades que fizeram a avaliação. Nove entre cada 10 municípios que fizeram o levantamento apresentam situação de risco.
Entre capitais, estão em estado de alerta Maceió (AL), Manaus (AM), Salvador (BA), Vitória (ES), Recife (PE), Natal (RN), Porto Velho (RO), Aracajú (SE) e São Luis (MA). As capitais Belém (PA), Boa Vista (RR), Porto Alegre (RS), Florianópolis (SC), São Paulo (SP), Campo Grande (MS), Cuiabá (MT), Brasília (DF) e Rio Branco (AC) não informaram os dados ao Ministério da Saúde.
Técnicos do Ministério da Saúde afirmam não ser possível fazer uma comparação com o LIRAa do ano anterior, em virtude do aumento expressivo das cidades participantes. Ano passado, fizeram o LIRAa 2.282 cidades. Desta vez, foram 3.946, um aumento de 73%.
O armazenamento de água em toneis e barris foi o principal tipo de criadouro de mosquito Aedes aegypti nas regiões Nordeste e Centro-Oeste. No Norte e Sul o maior número de criadouros foi encontrado em lixo, como recipientes plásticos, garrafas PET, latas, sucatas e entulhos de construção. Na região Sudeste predominou os depósitos móveis, caracterizados por vasos/frascos com água e pratos.
Até 11 de novembro de 2017, foram notificados 239.076 casos prováveis de dengue em todo o País, uma redução de 83,7% em relação ao mesmo período de 2016. Na mesma data, haviam sido registrados 184.458 casos prováveis de febre chikungunya, também uma redução de 32,1% em relação ao mesmo período do ano passado. A zika também registrou este ano uma queda expressiva de número de casos. Foram 16.870 casos prováveis 92,1% em relação a 2016 (214.126).













