Monitorar Influenza ajuda prever ondas de covid-19, diz ex-secretário
Segundo Wanderson Oliveira, ex-secretário nacional de vigilância sanitária, acompanhar síndromes gripais ajuda a entender dispersão do coronavírus
Saúde|Nayara Fernandes, do R7

Monitorar casos de síndrome gripal através do território brasileiro é fundamental para a previsão das próximas ondas de covid-19 no país. É o que aponta Wanderson Oliveira, ex-secretário nacional de Vigilância Sanitária do governo. A afirmação foi feita durante o seminário Covid-19 no Hemisfério Sul.
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“Se você conseguir monitorar a síndrome gripal, você tem a oportunidade de entender a dispersão e a tendência. Com isso, é possível auxiliar a preparação do Estado”, explica Oliveira.
Para o epidemiologista, é necessário acompanhar o padrão de distribuição das curvas entre junho, julho e agosto, época de inverno no hemisfério sul, na qual despontam os casos de síndrome respiratória.
“Alguns estudos da Universidade Harvard mostram uma redução da velocidade da transmissão, possivelmente relacionada às características ambientais. É fundamental entender e monitorar, não apenas olhar de uma forma muito focada para a covid-19. Precisamos parar de ficar olhando só para o óbito e começarmos a monitorar a síndrome gripal.”

Segundo Wanderson Oliveria, a atenção à curva de casos de síndrome respiratória deve estar focada nas regiões sul e sudeste, que são as de maior impacto nos índices de circulação nacionais. No entanto, ele também defende a ampliação de unidades sentinelas para controle de síndromes respiratórias nos demais estados. “Quando saí da secretaria, deixei uma meta para a criação de 500 unidades de saúde. Vinhamos trabalhando nessa dinâmica de plano de testagem com o ministro Mandetta.”
Epidemiologista de campo, Wanderson Oliveira possui 10 anos de atuação em emergências sanitárias no Ministério da Saúde e experiência no controle da epidemia de zika vírus, chicungunya e vigilância de eventos como a Copa do Mundo.
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A Unicamp (Universidade Federal de Campinas) divulgou, nesta semana, os custos de equipamentos e insumos para tratar pacientes com covid-19. A área da saúde da universidade presta assistência exclusivamente pelo SUS a uma população de mais de 6,5 milhões habitantes. Segundo Manoel Bértolo, diretor executivo de Saúde da faculdade, existe uma dificuldade muito grande de combater a pandemia. “Nós estamos enfrentando uma verdadeira guerra. Isso é uma luta contínua e de todos.”




















