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População carcerária é foco de projeto contra tuberculose

Projeto apoiado pelo Ministério da Saúde quer diminuir a doença nos presídios brasileiros, onde são registrados 10% dos casos no Brasil

Saúde|Gabriela Lisbôa, do R7

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A população carcerária representa 10% das vítimas de tuberculose de Brasil
A população carcerária representa 10% das vítimas de tuberculose de Brasil

De acordo com o Ministério da Saúde, em 2017 foram registrados 69,5 mil casos novos de tuberculose no Brasil.

Além disso, 13.347 pessoas que tinham abandonado o tratamento antes do fim voltaram a ter os sintomas da doença e precisaram recomeçar, são os chamados retratamentos. Os estados com maior proporção de retratamentos em 2017 foram Rio Grande do Sul (23,3%), Rondônia (19,9%) e Paraíba (19,5%).


Em 2016, foram registrados 4.426 óbitos por tuberculose em todo o país.

De todos os casos registrados, 10% das vítimas são pessoas privadas de liberdade, que vivem nas cadeias e presídios brasileiros.


Leia também: Tuberculose mata mais de 4 mil pessoas todo ano no Brasil

Para reduzir este número, foi lançado nesta quarta-feira (6), o projeto “Apoio ao desenvolvimento de ações em saúde para a comunidade carcerária com foco na tuberculose”, uma parceria entre o Departamento Penitenciário Nacional (DEPEN) e a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), com o apoio do Ministério da Saúde.


As ações do projeto vão durar dois anos. A estratégia é o foco na educação em saúde, com campanha produzida para toda a comunidade carcerária do país, além da realização de oficinas regionais e organização da rede de atenção à saúde em 75 unidades prisionais consideradas porta de entrada para o sistema prisional, com representação nas 27 unidades federadas do país.

O objetivo final é ampliar o diagnóstico e tratamento precoce de todos os casos, melhorando as estratégias de controle da tuberculose no sistema prisional.


População carcerária é mais exposta

Algumas populações apresentam maior risco de adoecimento por tuberculose, devido às condições de vida e saúde a que estão expostas. Este é o caso das pessoas em privação de liberdade, que vivem em presídios frequentemente superlotados.

“Reduzir a carga da doença nesses ambientes acaba impactando na população geral, uma vez que as pessoas privadas de liberdade recebem visitas de familiares, além da convivência constante com profissionais de segurança e de saúde que também retornam às suas casas ao final do dia“, ponderou a coordenadora do Programa Nacional de Controle da Tuberculose, Denise Arakaki.

Para ampliar o diagnóstico da tuberculose, desde 2006 existe a recomendação do Conselho Nacional de Política Criminal e Penitenciária para que toda pessoa, ao ingressar no sistema prisional, realize exames de tuberculose.

Desde 2011, a população privada de liberdade está listada como prioritária no Programa Nacional de Controle da Tuberculose, que elabora recomendações específicas para o controle da doença.

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