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SP tem dia mais seco desde 2009 e decreta emergência

A previsão para hoje (22) é que a situação melhore

Saúde|Do R7

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garrafa-água-calor-hidratação Freepik

Há 34 dias sem chuvas, São Paulo registrou na terça-feira (21) o dia mais seco desde 14 de agosto de 2009 e entrou em estado de emergência durante a tarde. Entre 14h e 15h, o índice de umidade relativa do ar chegou a 10% — o limite determinado pela Defesa Civil é de 12%. Segundo o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), a umidade do ar ideal deve ficar próxima dos 60%. E não é só a capital que está sofrendo com a falta de umidade. Nesta terça (21), foi também o dia mais seco do ano no Estado. Jundiaí, por exemplo, registrou mínima de 13% e Campinas, de 18%. A previsão para hoje (22) é que a situação melhore e a umidade fique em 40% em São Paulo. O calor também preocupa. Segundo o meteorologista do Inmet Marcelo Schneider, o aumento da temperatura é causado pelo fenômeno El Niño, que aqueceu as águas do Oceano Pacífico nos últimos três meses e, com isso, deixou de causar frentes frias. Neste mês, a temperatura média mínima registrada foi de 14,2ºC, enquanto a máxima média chegou a 25,6ºC. O Centro de Gerenciamento de Emergências (CGE) explica que nos meses em que ocorrem poucas chuvas é comum que a umidade do ar fique reduzida, o que causa um aumento nos níveis de dióxido de enxofre na cidade. Essa elevação faz surgir ou agrava doenças respiratórias, cardiovasculares e oculares. A umidade relativa do ar fica prejudicial quando está abaixo dos 30%, segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS). É o caso do executivo de compras Eliseu Gonçalves, de 29 anos. Asmático, ele muda a rotina de trabalho em dias muito secos.

— Faço meu trabalho de carro. A pé, não dá. A falta de ar vem mais rápida, a garganta dói. E isso porque tomo remédios. Saúde Espirros, tosse, ressecamento da garganta, aumento de infecções respiratórias, crises de rinite, asma e o ressecamento da pele estão entre os principais sintomas que as pessoas podem sofrer com o ar seco. A Defesa Civil aconselha àqueles que tiverem o aumento dos sintomas a procurar orientação médica. O pneumologista Osvaldo Sabino, do Hospital São Camilo, ainda sugere que os pacientes com problemas respiratórios tomem cuidados especiais, como manter uma toalha molhada por perto e evitar atividades físicas.

— Os mais velhos são os mais atingidos. O sofrimento provocado pelo tempo seco é enorme.

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