Abelhas sem ferrão viram alternativa de renda no agreste pernambucano
Meliponicultor mantém 15 espécies nativas e destaca o potencial econômico e ambiental da atividade
Agronegócios|Do R7, com RECORD NEWS
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A criação de abelhas sem ferrão tem ganhado espaço como alternativa de renda e preservação ambiental no Nordeste do país. No agreste pernambucano, o meliponicultor William Silva mantém 15 espécies de abelhas nativas, entre elas a uruçu-nordestina, que se destaca por produzir um dos méis mais valorizados da região.
Além do mel, as abelhas sem ferrão também produzem pólen e própolis, frequentemente utilizados para fins medicinais. Diferentemente das abelhas convencionais, elas armazenam o mel em pequenos potes de cera, característica que faz parte de seu comportamento natural.
Segundo Silva, os méis dessas espécies apresentam aromas e sabores variados, que vão do mais doce ao mais cítrico, despertando o interesse crescente da alta gastronomia. Apesar do potencial do setor, ele ressalta que transformar a meliponicultura em um negócio sustentável exige conhecimento técnico, investimento e manejo especializado. “Não é fácil, não é simples, mas é algo que financeiramente compensa”, afirma.
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