Logo R7.com
RecordPlus

‘Quem deve arcar com esse custo?’, questiona professor sobre moratória da soja

Supremo Tribunal Federal decidiu, por seis votos a três, pela constitucionalidade do acordo

Agronegócios|Do R7, com RECORD NEWS

  • Google News

Adicione como fonte preferencial no Google

Opens in new window

LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • STF decidiu, por seis votos a três, pela constitucionalidade da moratória da soja, restringindo a compra de grãos de áreas desmatadas após julho de 2028.
  • Professor Daniel Vargas destacou que a decisão encerra uma disputa e devolve ao mercado a definição dos critérios de comercialização.
  • A moratória transfere parte do custo das exigências ambientais para os produtores, levantando a questão de quem deve arcar com esses custos.
  • Práticas sustentáveis começam a ganhar valor econômico, mas é necessário que parte dessa renda chegue aos produtores rurais.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

O STF (Supremo Tribunal Federal) decidiu, por seis votos a três, pela constitucionalidade da moratória da soja, acordo que restringe a compra de grãos produzidos em áreas desmatadas da Amazônia após julho de 2008.

Em entrevista ao Record News Rural desta sexta-feira (14), o professor da FGV, Daniel Vargas, conta que a decisão encerra uma disputa que vinha sendo discutida em diferentes instâncias e devolve ao mercado a definição dos critérios de comercialização.


magem aérea de uma instalação industrial em uma área rural. À esquerda, há um grande galpão com paredes metálicas e telhado marrom, cercado por caminhões estacionados. No centro, uma estrutura de processamento com chaminés soltando vapor, e ao fundo, uma paisagem verde com montanhas ao longe sob um céu azul com nuvens brancas.
Acordo restringe a compra de grãos produzidos em áreas desmatadas da Amazônia após julho de 2008 Reprodução/Record News

“O que o Supremo fez? Ele fez uma espécie de arbitragem das diferenças. De um lado, disse, podem sim as traders estabelecer acordos privados que estabelecem exigências acima do Código Florestal. Isso é um direito do mercado de assim proceder. Por outro lado, também definiu que os estados têm autonomia para formular sua política estadual”, disse.

Para ele, a discussão ambiental continua envolvendo uma questão econômica. “A grande questão é: quando nós fazemos exigências que vão acima da lei, quem deve arcar com esse custo?”, questionou. O professor destacou que a moratória transfere parte desse custo para os produtores, enquanto a preocupação para o futuro é distribuir essa conta.


Veja Também

Vargas também analisou os novos decretos relacionados à transição energética e ao mercado de carbono e afirmou que as práticas sustentáveis no campo começam a ganhar valor econômico, mas defendeu que parte dessa renda chegue ao produtor rural.

Segundo o professor, o desafio agora é transformar a sustentabilidade em uma fonte de remuneração para quem adota boas práticas. “Se a gente converte esse ativo verde em um ativo econômico, pelo menos uma parte desse recurso precisa ter como destinatário quem está no campo”, finalizou.

Search Box

Análises, entrevistas e as notícias do Brasil e do mundo estão na RECORD NEWS. Acesse o site aqui e confira os principais conteúdos em texto e vídeo!

Últimas


Utilizamos cookies e tecnologia para aprimorar sua experiência de navegação de acordo com oAviso de Privacidade.