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Risco de seca na Amazônia ameaça escoamento de grãos e preocupa agronegócio brasileiro

Possível redução no nível do rio Tapajós pode elevar os custos do transporte agrícola

Agronegócios|Do R7, com RECORD NEWS

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • Risco de seca na Amazônia ameaça escoamento de grãos pelo Arco Norte, crucial para exportações de soja e milho.
  • Redução do nível do rio Tapajós pode aumentar custos de transporte e impactar a competitividade do agronegócio brasileiro.
  • Desafios incluem limitações na capacidade de carga das barcaças e necessidade de mais viagens.
  • Problemas regulatórios e de licenciamento ambiental afetam a navegabilidade e a eficiência da rota estratégica.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

O risco de uma nova seca na Amazônia preocupa o setor agropecuário e pode comprometer o escoamento de grãos pelo Arco Norte, rota responsável por mais de um terço das exportações brasileiras de soja e por quase metade dos embarques de milho. A principal preocupação está no rio Tapajós, o corredor essencial para o transporte da produção de Mato Grosso até os portos do Pará, que pode enfrentar uma redução nos níveis das águas nos próximos meses.

De acordo com o professor da FGV (Fundação Getúlio Vargas) Daniel Vargas o impacto pode ser significativo para a competitividade do agronegócio brasileiro. “Nós estamos falando de um corredor absolutamente central para a competitividade da produção agrícola e do escoamento de duas commodities centrais para o país”. A rota, acrescenta Vargas, consolidou-se nos últimos anos como a alternativa mais eficiente e econômica em relação aos corredores logísticos tradicionais do Sudeste.


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A redução do nível dos rios pode limitar a capacidade de carga das barcaças, obrigando mais viagens e elevando os custos de transporte em um momento considerado desafiador para os produtores, que enfrentam juros altos, endividamento e incertezas no mercado internacional. “A palavra da ordem no momento nesse debate é o que nós chamamos de competitividade.” De acordo com Vargas, o transporte hidroviário é uma das principais ferramentas para reduzir os custos e manter a produção brasileira em condições favoráveis de disputa no mercado global.

Além dos desafios climáticos, o professor destaca que o problema também envolve questões de regulamento. Os trechos críticos do Tapajós dependem de intervenções para garantir a navegabilidade, mas discussões relacionadas ao licenciamento ambiental ainda seguem sem uma solução definitiva.


Para Vargas, o país precisa avançar em regras claras que conciliem o desenvolvimento econômico, a preservação ambiental e a segurança jurídica, garantindo o funcionamento de uma rota considerada estratégica para o agronegócio brasileiro.

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