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Microplásticos em girinos na Amazônia acendem alerta para impactos na cadeia alimentar

Pesquisa inédita da UFMA detectou contaminação nos organismos dos anfíbios e também na água do Parque Ecológico do Gunma

Meio Ambiente|Do R7, com RECORD NEWS

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • Estudo da Ufpa detecta microplásticos em girinos e na água do Parque Ecológico do Gunma.
  • Contaminação por microplásticos afeta ambientes aquáticos e terrestres, transportados pelo vento e água da chuva.
  • Descarte inadequado de resíduos contribui para a fragmentação de plásticos em partículas menores.
  • Microplásticos podem causar alterações em células humanas, e pesquisa busca entender efeitos em organismos adultos.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

Um estudo inédito feito por pesquisadores da UFPA (Universidade Federal do Pará) mostrou que girinos da Amazônia carregam microplásticos em seus organismos. A pesquisa foi realizada no Parque Ecológico do Gunma, na região metropolitana de Belém, e detectou microplásticos no organismo de 100 filhotes de sapo.

Fabrielle Barbosa de Araújo, pesquisadora da universidade, explicou que a pesquisa foi feita com a coleta e análise tanto dos girinos quanto da própria água do parque ecológico, e foi detectada a contaminação de ambas as amostras: “Esse alerta demonstra como os ambientes aquáticos e terrestres estão sendo contaminados pelo plástico que se fragmenta e chega nesses ambientes, afetando diversos organismos”.


De acordo com ela, os microplásticos estão presentes em vários ambientes, incluindo ar, água e solo. Essas partículas se fragmentam e podem ser transportadas para diferentes ambientes pelo vento ou pela água da chuva. Além disso, a pesquisadora destacou o descarte inadequado de resíduos como um dos maiores contribuintes para a fragmentação do lixo em partículas progressivamente menores devido a processos químicos, físicos ou biológicos.

Para além dos impactos nos animais, algumas pesquisas já demonstraram que essas partículas, ao serem ingeridas por seres humanos, podem causar alterações nas células sanguíneas e no DNA. Fabrielle explicou que a pesquisa, agora, é direcionada a descobrir se essas partículas são levadas até a fase adulta dos organismos e quais são os efeitos que elas podem causar.

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