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Imagens mostram tubarões-mangona no litoral paulista: ‘Foi o registro mais emocionante’

Estudo inédito revela sinais de reprodução em espécie ameaçada de extinção

Meio Ambiente|Do R7, com RECORD NEWS

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • Tubarões-mangona estão se reproduzindo no litoral norte de São Paulo, uma descoberta importante para a espécie ameaçada.
  • Pesquisadores da Unifesp documentaram o comportamento dos tubarões com câmeras subaquáticas ao longo de quatro anos.
  • A população de tubarão-mangona diminuiu 90% devido a mudanças climáticas e poluição, e a espécie possui uma taxa de reprodução lenta.
  • O estudo é pioneiro e busca expandir a pesquisa para descobrir mais tubarões-mangona ao longo da costa brasileira.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

No litoral norte de São Paulo, os tubarões-mangona, uma espécie em risco de extinção, estão se reproduzindo. A descoberta é resultado de um estudo realizado por pesquisadores da Unifesp (Universidade Federal de São Paulo), que examinaram mais de 400 horas de imagens ao longo de quatro anos no Arquipélago de Alcatrazes.

“Foi realmente o registro mais emocionante; na primeira vez que a gente viu, foi incrível”, declarou a bióloga Ana Clara Sá Athayde.


Os pesquisadores colocaram câmeras ligadas a recipientes cheios de sardinhas no fundo do mar para atrair os tubarões. De forma remota, foi possível documentar o comportamento da espécie. O mergulhador profissional Roberto Bertuzo fez um registro e observou que as marcas no dorso da fêmea indicam acasalamento recente: “A gente sente que vem aumentando os avistamentos, não só do mangona, mas de outras espécies ameaçadas também”.

Nas últimas décadas, devido às mudanças climáticas e à poluição, a população de tubarão-mangona diminuiu em 90% ao longo da costa brasileira. Para essa espécie, o desafio de sobrevivência é ainda maior, pois possui uma das taxas de reprodução mais lentas do reino animal. A gestação pode se estender por até um ano, e, na maioria das vezes, apenas um filhote sobrevive.


O biólogo Fábio Motta destaca que esse estudo é pioneiro ao documentar atividades essenciais para o ciclo de vida dessa espécie no interior do refúgio de Alcatrazes. A próxima fase da pesquisa é expandir sua área e, possivelmente, descobrir mais tubarões-mangona ao longo da costa brasileira.

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