Análise: Brasil tem vantagens competitivas para liderar economia de baixo carbono
Governo anuncia novos aportes em transição energética, conservação de florestas e indústria verde
Meio Ambiente|Do R7, com RECORD NEWS
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O Ministério da Fazenda anunciou nesta sexta-feira (3) os resultados do plano de transformação ecológica. O programa foi instituído em 2023 para trazer crescimento econômico, reduzindo impactos ambientais e as emissões de carbono. Entre os avanços anunciados pelo governo, está a captação de US$ 5,5 bilhões em títulos soberanos sustentáveis em dois anos.
Outro avanço foi a expansão do Fundo Clima, com previsão de R$ 27,5 bilhões em recursos este ano, voltados para investimento em transição energética, indústria verde, desenvolvimento urbano sustentável, florestas, recursos hídricos, além de outras frentes.
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Na mobilização privada, o Eco Invest Brasil, programa que serve de vitrine para trazer recursos privados e internacionais para o país, prevê R$ 140 bilhões em investimentos totais. Segundo Beto Mesquita, membro da Coalizão Brasil e diretor de paisagens sustentáveis da CI (Conservação Internacional), o plano representa um avanço ao aproximar a agenda ambiental das estratégias de desenvolvimento econômico e social do país.
“Isso reforça a compreensão de que a agenda de transformação ecológica brasileira é uma agenda de desenvolvimento, de ganho de capital social, diretamente relacionada ao aproveitamento do que nós temos de vantagens competitivas em relação aos outros países”, afirma Mesquita. O especialista destaca que o Brasil possui condições favoráveis para esse processo, como a disponibilidade de recursos naturais e marcos regulatórios já consolidados, entre eles o Código Florestal, a Política Nacional de Recursos Hídricos e o Sistema Brasileiro de Comércio de Emissões.
Na avaliação do diretor da CI, os novos investimentos podem ajudar a ampliar práticas produtivas sustentáveis no campo e fortalecer a proteção ambiental. Ele ressalta que a preservação de áreas naturais, especialmente na Amazônia, depende da criação de mecanismos capazes de atrair capital privado. “Essas áreas não vão ser garantidas da sua proteção apenas com orçamento público. Nós precisamos criar os instrumentos de investimento necessários para atrair o capital privado, para que a gente possa ter uma estratégia com desenvolvimento, proteção e recuperação de áreas”, defende.
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