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Advogados dizem que medidas contra Bolsonaro são ‘inéditas no direito brasileiro’

Nesta sexta, a ministro Alexandre de Moraes decidiu que o ex-presidente deve usar tornozeleira eletrônica

Brasília|Gabriela Coelho, do R7, em BrasíliaOpens in new window

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Bolsonaro passou a usar tornozeleira eletrônica nesta sexta Ton Molina/STF - 09/06/2025

A defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro afirmou na noite desta sexta-feira (18) que as medidas cautelares impostas ao ex-presidente são uma “circunstância inédita no direito brasileiro” e que as “frases destacadas como atentatórias à soberania nacional” jamais foram ditas por Bolsonaro.

“E não parece ser justo ou mesmo razoável que o envio de dinheiro para seu filho, nora e netos possa constituir motivo para impor medidas cautelares como estas, especialmente porque feito muito antes dos fatos ora sob investigação”, diz a defesa.

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RESUMO DA NOTÍCIA

  • A defesa de Jair Bolsonaro alega que as medidas cautelares são inéditas no direito brasileiro.
  • O ministro Alexandre de Moraes determinou que Bolsonaro use tornozeleira eletrônica e não saia de casa durante a noite.
  • Bolsonaro está proibido de acessar redes sociais e de se comunicar com seu filho, Eduardo Bolsonaro.
  • A decisão do STF baseia-se em alegações de ações ilícitas de Bolsonaro que ameaçam a soberania nacional.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

Mais cedo nesta sexta, a ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Alexandre de Moraes decidiu que Bolsonaro deve usar tornozeleira eletrônica e não pode sair de casa entre 19h e 6h de segunda a sexta. A Corte já formou maioria para manter a decisão.

Bolsonaro também está proibido de acessar redes sociais e falar com o filho, o deputado federal Eduardo Bolsonaro. O ex-presidente também está proibido de manter contato com diplomatas ou ir a embaixadas.

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Segundo a defesa, apesar de determinar o recolhimento noturno e o uso de tornozeleira, a decisão do Supremo não utiliza como seu fundamento qualquer indício que possa apontar um risco de fuga.

“Também causa espécie que, dentre as medidas cautelares, se inclua a proibição de conversar ou ter qualquer contato com seu próprio filho, um direito tão natural quanto sagrado”, afirmam os advogados.

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Na decisão, Moraes diz que as ações de Bolsonaro demonstram que ele está atuando dolosa e conscientemente de forma ilícita, conjuntamente com o seu filho, para tentar submeter o funcionamento do Supremo Tribunal Federal ao crivo de outro país por meio de “atos hostis”.

“A ousadia criminosa parece não ter limites, com as diversas postagens em redes sociais e declarações na imprensa atentatórias à Soberania Nacional e à independência do Poder Judiciário”, disse Moraes.

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