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AGU pede que STF rejeite ação de Flávio Bolsonaro contra Haddad por associação a ‘rachadinha’

Advocacia argumentou que ministro estava amparado pelo direito fundamental à liberdade de expressão

Brasília|Rute Moraes, do R7, em BrasíliaOpens in new window

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AGU pede que STF rejeite ação de Flávio Bolsonaro contra Haddad por associação a ‘rachadinha’ Vinicius Loures/Câmara dos Deputados - 22/05/2024

A AGU (Advocacia-Geral da União) pediu, nesta segunda-feira (10), que o STF (Supremo Tribunal Federal) rejeite a queixa-crime do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) contra o ministro da Fazenda, Fernando Haddad. O ministro André Mendonça, relator da ação no STF, havia dado um prazo de 15 dias para o ministro se manifestar sobre a ação.

O parlamentar acionou o STF pedindo que o ministro seja condenado por calúnia, injúria e difamação após Haddad associá-lo ao esquema de “rachadinha”. Em 15 de janeiro, o ministro defendia a Receita Federal contra fake news sobre uma suposta taxação do Pix, quando disse que as “rachadinhas” do senador “foram combatidas porque a autoridade identificou uma movimentação absurda nas contas” do parlamentar. Na ocasião, Haddad anunciava a revogação de ato normativo que previa o monitoramento de movimentações financeiras realizadas via Pix.

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De acordo com a AGU, as falas de Haddad “estavam plenamente inseridas no contexto democrático e amparadas pelo direito fundamental à liberdade de expressão”. Além disso, que “qualquer tentativa de criminalizá-las configura uma violação aos princípios constitucionais da livre manifestação e do direito à crítica política”.

A AGU informou ao ministro André Mendonça que as declarações do ministro “basearam-se em informações amplamente divulgadas pela imprensa e relacionadas a investigações conduzidas por órgãos oficiais, não havendo evidências de que ele tenha agido com o dolo específico de caluniar, difamar ou injuriar”.

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O órgão ainda sustentou que “não foi demonstrada a falsidade das imputações, requisito indispensável para a caracterização da calúnia”.

Entenda

No dia das falas sobre Flávio, Haddad disse que as “rachadinhas” do senador “foram combatidas porque a autoridade identificou uma movimentação absurda nas contas” do parlamentar. “Agora o Flávio Bolsonaro está reclamando da Receita. Ele não pode reclamar da Receita, ele foi pego pela Receita”, prosseguiu.

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“Então, não adianta esse pessoal que comprou mais de 100 imóveis com dinheiro de rachadinha, não pode ficar indignada com trabalho sério que a Receita está fazendo. Então o Flávio Bolsonaro ao invés de criticar o governo devia se explicar como é que ele sem nunca ter trabalhado angariou um patrimônio espetacular”, afirmou Haddad.

Depois, Flávio alegou que nunca foi denunciado pela suposta prática e que as declarações do ministro ultrapassaram a liberdade de expressão. “Diferente do chefe dele, Lula, que já foi condenado em todas as instâncias do Judiciário por roubar dinheiro público dos brasileiros, eu nunca fui sequer denunciado”, rebateu.

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O senador disse ainda que o Ministério Público compreendeu que não existia justa causa para prosseguir com a ação contra a suposta “rachadinha” e que, portanto, pediu o arquivamento da ação, posteriormente, feito pelo Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro.

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