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Alcolumbre menciona distância entre Lira e Pacheco: Câmara tirou ‘autoridade do Senado’

Novo presidente do Senado, contudo, destacou que não estava criticando nenhum dos colegas

Eleições no Congresso|Rute Moraes e Lis Cappi, do R7, em Brasília

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Davi Alcolumbre foi eleito neste sábado Marcos Oliveira/Agência Senado - 1 de fevereiro de 2025

Recém-eleito como presidente do Senado e do Congresso Nacional, Davi Alcolumbre (União-AP) defendeu, neste sábado (1°) a autonomia e autoridade do Senado enquanto Casa Revisora. Em geral, o senador amapaense indicou que a Câmara dos Deputados tomou o protagonismo, tirando a autoridade do Senado.

Alcolumbre, que retornou ao comando da Casa pela segunda vez, mencionou ainda um “distanciamento” entre o ex-presidente da Casa Rodrigo Pacheco (PSD-MG) e o atual presidente da Câmara dos Deputados, Arthur Lira (PP-AL).

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“Não é e nunca será correta uma decisão unilateral de um Poder, que é bicameral, acabar tirando a autonomia e a autoridade do Senado e, concretamente, no último período, esse distanciamento que todo mundo sabe que há entre o presidente Rodrigo e o presidente Arthur, de certo modo, enfraqueceu o Legislativo”, disse Alcolumbre.

O novo presidente do Senado, contudo, ressaltou que não estava criticando Lira e nem Pacheco, seu aliado político. “Estou fazendo uma constatação que todos nós sabemos”, continuou.

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Conforme Alcolumbre, a “falta de comunicação” entre Lira e Pacheco também “não tem culpado”, mas que isso “dividiu” o Congresso em muitas agendas que poderiam ser propositivas para o Brasil.

“Ao cúmulo de chegarmos a um instrumento constitucional, que todos os outros presidentes da República adotaram, da gente não ter condição de formar comissão mista de Medida Provisória”, destacou.

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Para ele, isso atrapalhou os trabalhos, pois “forçou” o Palácio do Planalto a tratar primeiramente com a Câmara, pedindo para enviar um projeto de lei em regime de urgência.

“Trancava a tramitação e acabava que, de novo, muitas vezes, o Senado era chamado não para ser ouvido ou opinar em determinada agenda”, declarou. Conforme Alcolumbre, o Senado era chamado aos “45 segundo tempo” para votar as matérias relevantes diretamente em plenário.

A tramitação das MPs durante a gestão de Lira e Pacheco foi um dos embates entre os dois. Lira defendia a manutenção do rito adotado durante a pandemia de Covid-19, enquanto o senador mineiro, retomou o funcionamento em vigor anteriormente.

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