Alcolumbre não aplaude Messias durante posse no TSE
Presidente do Senado e advogado-geral da União ficaram frente a frente após Messias ser rejeitado ao STF
Brasília|Augusto Fernandes, do R7, em Brasília
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Durante a cerimônia de posse do ministro Kassio Nunes Marques como presidente do TSE (Tribunal Superior Eleitoral), o advogado-geral da União, Jorge Messias, foi aplaudido por parte dos presentes ao ser mencionado pelo presidente do Conselho Federal da OAB, Beto Simonetti. Contudo, algumas autoridades optaram por não aderir aos aplausos, entre elas o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP).
A cerimônia ocorreu semanas após o Senado rejeitar a indicação de Messias ao STF (Supremo Tribunal Federal), um fato inédito em 132 anos. Alcolumbre se colocou contra a nomeação de Messias desde o início e é apontado pelo governo como o principal responsável pela derrota.
Durante a posse no TSE, Simonetti fez um gesto de deferência a Messias em seu discurso. Simonetti citou o advogado-geral da União como um “querido amigo” e pediu que os cumprimentos da advocacia brasileira fossem recebidos na pessoa dele, o que motivou aplausos no plenário. A salva de palmas durou cerca de 30 segundos.
Além de Alcolumbre, não bateram palmas para Messias o presidente do STF, Edson Fachin, e o presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB).
“Climão” entre Lula e Alcolumbre
Durante a cerimônia, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva sentou-se lado a lado com Alcolumbre.
Os dois estavam visivelmente desconfortáveis, o que chamou a atenção de convidados presentes no evento.
Posse de Nunes Marques
Nunes Marques foi empossado como presidente do TSE e terá como vice-presidente da Corte eleitoral o ministro André Mendonça.
Em seu discurso, Nunes Marques destacou que sua missão será organizar, orientar e fiscalizar as eleições para garantir que sejam limpas e transparentes. O novo presidente do TSE comentou que um dos desafios para o pleito deste ano será a regulação da inteligência artificial.
O ministro expressou preocupação de que essa tecnologia possa “capturar a voz do eleitorado” por meio da desinformação deliberada e da manipulação do debate público.
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