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Após operação contra Bolsonaro, EUA revogam visto de Alexandre de Moraes e aliados do STF

Secretário de Estado norte-americano citou Bolsonaro e informou que documentos de familiares de Moraes também foram suspensos

Brasília|Ana Isabel Mansur, do R7, em Brasília

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STF ouve nesta segunda-feira (28) os dez réus do chamado “núcleo 3”
Moraes determinou cumprimento de medidas cautelares a Bolsonaro Fellipe Sampaio/STF - 25.06.2025

O secretário de Estado dos Estados Unidos, Marco Rubio, informou nesta sexta-feira (18) que determinou a revogação do visto do ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Alexandre de Moraes. O norte-americano declarou, ainda, que o documento de familiares e “aliados” de Moraes no Supremo também estão suspensos — sem detalhar quais ministros foram afetados.

A ação dos EUA ocorre horas depois da operação da Polícia Federal contra o ex-presidente Jair Bolsonaro, que está de tornozeleira eletrônica, proibido de acessar redes sociais e com circulação restrita (leia mais abaixo). Procurado, o STF ainda não se manifestou.

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RESUMO DA NOTÍCIA

  • Os EUA revogaram o visto de Alexandre de Moraes, ministro do STF, e de seus aliados, após operação contra Jair Bolsonaro.
  • A ação foi informada pelo secretário de Estado Marco Rubio, que criticou Moraes por suposta censura à liberdade de expressão.
  • Bolsonaro está sob medidas cautelares, incluindo uso de tornozeleira eletrônica e restrições de circulação e comunicação.
  • A defesa de Bolsonaro expressou surpresa e indignação com as medidas severas impostas pelo STF.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

Rubio escreveu que o presidente Donald Trump foi claro ao destacar que a administração norte-americana tomará medidas contra os responsáveis por uma suposta “censura” à liberdade de expressão nos Estados Unidos.

Ao citar Bolsonaro, o secretário de Estado alegou que o ex-presidente é vítima de uma “caça às bruxas”, de iniciativa de Moraes.

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“A caça às bruxas política do juiz do Supremo Tribunal Federal brasileiro Alexandre de Moraes contra Jair Bolsonaro criou um complexo de perseguição e censura tão abrangente que não apenas viola os direitos básicos dos brasileiros, mas também se estende para atingir os americanos”, compartilhou Rubio pelas redes sociais.

“Portanto, ordenei a revogação de vistos para Moraes e seus aliados no tribunal, bem como para seus familiares imediatos, com efeito imediato”, completou.

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Veja mais

Operação contra Bolsonaro

Na manhã desta sexta, a Polícia Federal cumpriu dois mandados de busca e apreensão na residência de Bolsonaro em Brasília.

A decisão partiu do ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Alexandre de Moraes, que também determinou medidas cautelares ao ex-presidente, como uso de tornozeleira eletrônica e proibição de acesso a redes sociais.

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Além de ser monitorado, Bolsonaro não pode sair de casa entre 19h e 7h de segunda a sexta-feira — e em nenhum horário aos fins de semana e feriados.

O ex-presidente também está proibido de sair do Distrito Federal e de conversar com o filho Eduardo Bolsonaro (PL-SP), que está nos Estados Unidos, licenciado do cargo de deputado federal.

Bolsonaro também não pode se aproximar de embaixadas e consulados, nem manter contato com embaixadores ou outras autoridades estrangeiras.

Determinações judiciais

Após a decisão de Moraes, a Primeira Turma da Corte formou maioria para manter as medidas.

No plenário virtual, não há discussão. Os ministros apresentam os votos de maneira remota no sistema do STF.

Em nota, a defesa do ex-presidente afirmou que recebeu com “surpresa e indignação” a imposição de medidas “severas” contra ele. Segundo os advogados, Bolsonaro sempre cumpriu as determinações do Poder Judiciário.

Na decisão, Moraes afirmou que o ex-presidente “confessa”, de forma “consciente e voluntária”, a prática de atuação criminosa na extorsão contra a Justiça brasileira, ao condicionar o fim do tarifaço do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, à própria anistia.

“Não há, portanto, qualquer dúvida sobre a materialidade e autoria dos delitos praticados por Jair Bolsonaro, onde pretende, tanto por declarações e publicações, quanto por meio de induzimento, instigação e auxílio - inclusive financeiro a Eduardo Bolsonaro, o espúrio [ilegítimo] término da análise de sua responsabilidade penal, seja por meio de uma inexistente possibilidade de arquivamento sumário, seja pela aprovação de uma inconstitucional anistia”, escreveu o ministro.

Moraes recorreu, ainda, a uma citação do escritor Machado de Assis, imortal da ABL (Academia Brasileira de Letras).

“A soberania nacional é a coisa mais bela do mundo, com a condição de ser soberania e de ser nacional”, diz o trecho destacado da crônica “História de Quinze Dias”, publicada em 1876.

Moraes reforçou o argumento da soberania nacional e afirmou que ela não pode ser negociada nem extorquida, por se tratar de um dos fundamentos da República.

“O STF sempre será absolutamente inflexível na defesa da soberania nacional e em seu compromisso com a democracia, os direitos fundamentais, o Estado de Direito, a independência do Poder Judiciário nacional e os princípios constitucionais brasileiros”, destacou o ministro.

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